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Milito marca e garante penta italiano da Inter de Milão

16 mai 2010
11h54
atualizado às 13h04

A Inter de Milão é pentacampeã italiana. Mas, ao contrário do que imaginavam os torcedores, a partida contra o já rebaixado Siena não foi fácil. Em um legítimo jogo ataque contra defesa, os comandados de José Mourinho venceram o time alvinegro por 1 a 0, no Estádio Artemio Franchi, em Siena, pelo encerramento do Campeonato Italiano. O herói foi Diego Milito, autor do gol que colocou a Inter com 82 pontos. Lutando pelo título também, a Roma venceu o Chievo por 2 a 0 e chegou aos 80 pontos, na vice-liderança.

Este foi o 18º título italiano da história da Inter, que assim ultrapassa o rival Milan e torna-se o segundo time com mais conquistas nacionais (o primeiro é a Juventus, com 27). Além disso, a Inter confirma a supremacia no futebol italiano, ao igualar o pentacampeonato da Juventus, que obteve o feito na década de 30. O Italiano foi também o segundo título da Inter na temporada, que já havia vencido a Copa da Itália, duas semanas antes. No próximo sábado, o time disputa a final da Liga dos Campeões, em Madri, contra o Bayern de Munique, e pode conquistar a histórica tríplice coroa.

O jogo
Mesmo fora de casa, a Inter de Milão encurralou o Siena. Baseando seu jogo nos toques cadenciados de Cambiasso, Thiago Motta e Sneijder, o time de Mourinho criou poucas oportunidades, prejudicado pela intensa retranca feita pelo time da casa. Aos 12min, Balotelli recebeu cruzamento de Maicon e finalizou perto da trave esquerda de Curci. Em seguida, Diego Milito foi lançado dentro da área e tocou fraco na saída do goleiro. A bola saiu pela linha de fundo. Aos 21min, Milito tentou de cabeça e parou em outra grande defesa do goleiro.

Oito minutos depois, Sneijder cobrou escanteio na cabeça de Samuel, que finalizou forte, mas também parou em Curci. Na última chance do primeiro tempo, Maicon cruzou a bola em direção a Balotelli. De voleio, o atacante chutou no travessão, para desespero de Mourinho. A pressão da Inter não significa que o time não tenha sofrido contra-ataques. Quando se jogou à frente, o Siena também foi perigoso. Aos 5min, Ekdal invadiu a área, cortou Maicon e bateu na saída de Júlio César. A bola, porém, saiu pelo lado esquerdo. Na melhor chance, aos 36min, Maccarrone arriscou chute de fora da área e obrigou Júlio César a fazer grande defesa.

No segundo tempo, não teve jeito. A Inter voltou pressionando ainda mais, com Pandev na vaga de Thiago Motta. A pressão deu resultado aos 11min. Preterido por Maradona da lista de convocados à Copa, Zanetti avançou pelo lado esquerdo, driblou três marcadores e serviu Diego Milito. O artilheiro, convocado por Maradona, dominou e, de bico, colocou a bola no canto esquerdo, sem chance de defesa.

Depois do gol, a partida praticamente acabou. Mesmo jogando de forma ofensiva, a Inter atacou somente quando teve espaços. Já rebaixado, o Siena tentou atacar, mas já não teve motivação para levar perigo ao gol de Júlio César. Tranquilo, Mourinho colocou Stankovic em campo, para cadenciar o ritmo da equipe. O sérvio quase marcou um golaço aos 30min, ao receber de Milito. O chute resvalou no travessão.

Roma vence, mas não leva
Com gols de Vucinic e De Rossi, a Roma precisou apenas do primeiro tempo para vencer o Chievo por 2 a 0, em Verona. O resultado colocou os romanos na vice-liderança, com 80 pontos, mas foi insuficiente para quebrar o tabu de nove anos sem títulos italianos (a última conquista foi na temporada 2000-01).

A vitória da Roma foi conquistada ainda no primeiro tempo. Antes dos gols, porém, Totti perdeu ao menos quatro chances de abrir o placar. A melhor delas aconteceu aos 21min, em chute que explodiu na trave esquerda.

Aos 38min, Vucinic recebeu dentro da área, matou a bola no peito e e soltou o pé direito. A bola foi no canto esquerdo, sem chance para Squizzi. Em seguida, aos 45min, De Rossi ampliou o marcador, com um chute muito forte de fora da área, indefensável para o goleiro. A bola entrou no ângulo esquerdo. Na etapa final, já sabendo da vitória parcial da Inter, a Roma limitou-se a tocar a bola e esperar pelo apito final do juiz.

Diego Milito abraça Samuel, na comemoração do gol do título; argentino foi o herói da conquista
Diego Milito abraça Samuel, na comemoração do gol do título; argentino foi o herói da conquista
Foto: AFP
Fonte: Redação Terra

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