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Foto: Terra

Liga dos Campeões

CR7 marca contra ex-time, mas Real fica no empate em casa com o United

13 fev 2013
19h49
atualizado às 19h52

Real Madrid e Manchester United fizeram nesta quarta-feira, no estádio Santiago Bernabéu, a partida de ida daquele que é para muitos o principal confronto eliminatório das oitavas de final da Liga dos Campeões, e não decepcionaram, protagonizando um jogo eletrizante que terminou empatado em 1 a 1.

Ídolo das duas torcidas, já que defendeu o agora adversário por seis anos, Cristiano Ronaldo fez o gol do Real, aos 29 minutos do primeiro tempo, e chegou a 180 com a camisa da equipe de Madri. Dez minutos antes, Welbeck havia feito 1 a 0 para os visitantes.

Os dois gols foram os únicos do duelo, mas alguns outros poderiam ter acontecido, principalmente na segunda etapa, que foi de muito trabalho para os goleiros e que teve bola na trave e defensor salvando em cima da linha.

Com o resultado, os 'Diabos Vermelhos' voltam para Manchester com a vantagem de poder jogar pelo 0 a 0 na volta, marcada para o dia 5 de março. Já os madrilenhos precisarão de uma igualdade em dois ou mais gols. Um novo 1 a 1 levará a prorrogação e a pênaltis, se necessário. Se houver um vencedor, este avançará para as quartas.

O técnico José Mourinho optou por deixar o lateral Marcelo de fora até da relação do Real para a partida, enquanto o meia Kaká mais uma vez permaneceu os 90 minutos no banco.

O treinador teve várias boas notícias nos dias que antecederam a partida. Varane e Xabi Alonso se recuperaram de lesão e foram titulares, enquanto Pepe e Essien, também de volta, ficaram entre os reservas, sendo que o primeiro chegou a ser utilizado.

No United, Alex Ferguson ousou e escalou três atacantes entre os titulares, embora Welbeck tenha atuado um pouco mais atrás de Rooney e Van Persie.

O desfalque mais importante do técnico escocês foi o veterano Paul Scholes. Entre os brasileiros, o lateral-direito Rafael começou jogando, enquanto o meia Anderson ficou como opção e entrou a pouco menos de dez minutos para o apito final.

O jogo no Bernabéu começou com uma grande pressão do Real Madrid em busca do primeiro gol. Foram três boas chances em menos de seis minutos, mas a melhor delas parou na trave. Cristiano Ronaldo foi acionado na esquerda e cruzou. A zaga afastou mal e, na sobra, Fabio Coentrão carimbou a trave esquerda de De Gea.

No entanto, logo em uma das primeiras vezes em que se fez presente no campo de ataque, aos 18 minutos, o United abriu o placar. Rooney cobrou escanteio da esquerda, o goleiro Diego López ficou no meio do caminho e Welbeck cabeceou para a rede. Um castigo para o Real, que dominava até então.

O gol esfriou momentaneamente a partida. Abatido, o time de Madri até mantinha a posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. Foi necessário o talento de Cristiano Ronaldo para fazer os anfitriões "pegarem no tranco". Primeiro, o camisa 7 bateu falta na barreira e, na sobra, soltou uma bomba que passou perto da trave direita, aos 27.

Dois minutos depois, o astro português mostrou oportunismo para empatar. Di María levantou da esquerda, Cristiano subiu com estilo e cabeceou no canto. Se alguém pensou que ele não comemoraria contra o ex-time, se enganou, já que o atacante mostrou a velha marra e mandou beijos para a torcida.

Sem se abaterem, os 'Diabos Vermelhos' estiveram perto do segundo aos 34 minutos, quando Rooney pegou a sobra após o escanteio e chutou tirando tinta da trave esquerda. Logo em seguida, aos 37, Özil saiu na cara de De Gea, que caiu no canto e evitou a virada.

Sentindo o bom momento, o Real foi em busca da virada ainda antes do intervalo, mas Cristiano Ronaldo errou duas vezes, encobrindo o travessão em um chute de longe e perdendo dividida pelo alto.

A pressão continuou no segundo tempo, e aos quatro minutos, Cristiano voltou a arriscar de fora da área, obrigando De Gea a fazer boa intervenção. Dois minutos depois, Di María protagonizou lance parecido, mas também parou no goleiro adversário.

Aos 15, foi a vez de Coentrão ter sua chance. Kherida recebeu com certa liberdade na ponta direita e levantou na segunda trave, onde o lateral completou de carrinho. De Gea salvou o United mais uma vez, agora de maneira estranha, com o pé direito.

Apesar de ver o adversário com o controle das ações, o United não estava morto e incomodava nos contra-ataques. O gol da equipe visitante só não aconteceu aos 26 minutos por um milagre. Van Persie invadiu a área pela direita e encheu o pé para linda defesa de Diego López, que ainda teve a ajuda da trave. Na sequência da jogada, o próprio holandês ficou livre na frente do gol e bateu mascado. Foi o suficiente para tirar do goleiro, mas Xabi Alonso salvou em cima da linha.

Visto com desconfiança por Ferguson, mas um dos grandes nomes da equipe de Manchester no jogo, De Gea voltou a brilhar aos 33. Após troca de passes, a zaga afastou mal e Khedira pegou de primeira da meia-lua. O jovem arqueiro saltou no canto direito e defendeu mais uma.

A última grande oportunidade de o Real obter a vitória aconteceu aos 40 minutos, em lance de bola parada. Cristiano Ronaldo cobrou falta da intermediária, encheu a bola de feito e acertou a parte de cima da rede, arrancando suspiros nas arquibancadas.

O United também teve sua última chance, aos 47, mas a finalização cruzada de Van Persie foi espalmada por Diego López. Os ingleses ainda quiseram bater o escanteio, mas o árbitro pediu a bola e encerrou o jogo.

Ficha técnica:.

Real Madrid: Diego López; Arbeloa, Sergio Ramos, Varane e Fabio Coentrão; Khedira, Xabi Alonso (Pepe), Özil e Di María (Modric); Cristiano Ronaldo e Benzema (Higuaín). Técnico: José Mourinho.

Manchester United: De Gea; Rafael, Ferdinand, Evans e Evra; Carrick, Jones, Kagawa (Giggs) e Welbeck (Valencia); Rooney (Anderson) e Van Persie. Técnico: Alex Ferguson.

Árbitro: Felix Brych (Alemanha), auxiliado pelos compatriotas Mark Borsch e Stefan Lupp.

Cartões amarelos: Var Persie, Rafael e Valencia (Manchester United).

Gols: Cristiano Ronaldo (Real Madrid); Welbeck (Manchester United).

Estádio: Santiago Bernabéu, em Madri (Espanha).

EFE   

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