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Liga dos Campeões

Robben escapa de "sina dos gols perdidos" e chora após decidir final

25 mai 2013
17h49
atualizado às 18h12
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A final da Liga dos Campeões parecia um filme repetido para Arjen Robben. O talentoso ponta holandês vivia o mesmo pesadelo de tantas decisões anteriores em sua carreira - o de falhar em momentos decisivos, o de perder gols que não se pode perder. Mas com o segundo tempo veio a reviravolta, e o camisa 10 do Bayern de Munique brilhou com uma assistência e um gol para sacramentar o título sobre o arquirrival Borussia Dortmund, na vitória por 2 a 1 em Wembley.

<p>Depois de sofrer com a pecha de amarelão, Robben deu a volta por cima</p>
Depois de sofrer com a pecha de amarelão, Robben deu a volta por cima
Foto: Reuters

A torcida do Bayern sentiu um mau presságio aos 30min do primeiro tempo. Müller acionou Robben na corrida e o holandês saiu na cara do gol, mas deu um toque displicente em cima do goleiro Weidenfeller. Sete minutos depois, nova ótima jogada de Müller, e Robben invadiu a área pela direita - apenas para se enrolar na hora do drible e perder outra chance clara.

As memórias deviam estar pipocando na cabeça de Robben. Provavelmente a da final da Copa do Mundo de 2010, quando teve a chance de matar o jogo frente a frente com Casillas, mas desperdiçou. Ou na final da Liga dos Campeões do ano passado, em casa, quando perdeu um pênalti na prorrogação e viu seu time ficar com o vice-campeonato diante do "azarão" Chelsea.

Aos 43min, veio mais uma chance de redenção: lançamento longo, bobeira da zaga e Robben cara a cara com Weidenfeller pela terceira vez. Mas o jogador chutou sem olhar e acertou o rosto do goleiro do Dortmund, que já ia se transformando no melhor em campo.

Só no segundo tempo é que as coisas mudaram. Aos 15min, Robben recebeu grande bola de Ribéry na área e se atrapalhou para driblar Weidenfeller. Já ia perdendo seu quarto gol, mas conseguiu consertar a jogada e cruzou para Mandzukic estufar as redes. A torcida do Bayern - que já chegou a hostilizar Robben após o pênalti perdido contra o Chelsea - desta vez cantou o nome do holandês.

A consagração veio no minuto final. Bola longa da zaga do Bayern, ajeitada de Ribéry, e Robben escapou de dois marcadores antes de dar um toque sutil na saída de Weidenfeller. Dois a um no marcador, e enfim o holandês pôde soltar o choro na comemoração. Se faltava para Robben ser o personagem marcante de uma grande final, não falta mais. Cabe agora a Pep Guardiola, treinador do time de Munique na próxima temporada, decidir se contará com o camisa 10 - tão individualista quanto brilhante. Mas hoje, mais que nunca, decisivo.

Fonte: Terra
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