Futebol Internacional

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02 de fevereiro de 2013 • 14h10 • atualizado às 14h39

Um ano após tragédia, Al Ahly vence no reinício do Campeonato Egípcio

Há um ano, após uma briga entre as torcidas, 74 torcedores morreram, em circunstâncias que ainda carecem de explicações
Foto: Mohamed Darwich / Reprodução
 

O Campeonato Egípcio de futebol foi retomado neste sábado, um ano após ter sido suspenso devido à morte de 74 pessoas em uma partida na cidade de Port Said entre o time local Al Masry e o Al Ahly. Às 16h locais (12h de Brasília), começou o primeiro duelo desta temporada, em que o Al Ahly derrotou o Ghazl al Mahala por 1 a 0 no Estádio 30 de Junho, na capital Cairo, construído pela Defesa Aérea. A partida foi disputada com portões fechados por motivos de segurança.

Antes do reinício do torneio, foi respeitado um minuto de silêncio em memória das vítimas do massacre de Port Said, que completou um ano nesta sexta-feira. O gesto será repetido em todos os jogos do fim de semana.

Ainda neste sábado, às 15h30 (de Brasília), o Zamalek, também do Cairo, enfrentará o Al Ittihad, de Alexandria. O campeonato tem um total de 18 times, entre os quais não figura o Al Masry, que em julho do ano passado anunciou sua desistência de disputar a temporada em respeito às vítimas da tragédia.

Em 30 de dezembro, a Federação Egípcia de Futebol informou que recebeu o aval do Ministério do Interior para retomar a competição. As autoridades condicionaram a volta, que passou por vários adiamentos, a que as partidas fossem realizadas sem público e em estádios em dependências das Forças Armadas.

Há uma semana, um tribunal penal recomendou a pena de morte para 21 acusados do massacre, em uma decisão que desencadeou conflitos entre manifestantes e a Polícia em Port Said, nos quais 40 pessoas morreram. O presidente do tribunal ordenou a transferência dos processos dos 21 acusados ao mufti, máxima autoridade religiosa do país, para que ele dite sua opinião sobre as execuções. A sentença será divulgada no dia 9 de março.

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