Futebol

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17 de julho de 2011 • 14h54 • atualizado às 15h54

Larissa Riquelme sofre com assédio e diz não temer concorrência

Larissa Riquelme aguarda o início do confronto do Paraguai contra o Brasil
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Fábio de Mello Castanho
Tarian Chaud
Direto de La Plata

A imprensa paraguaia e brasileira estava toda posicionada à espera dos ônibus com as delegações das seleções que se enfrentam às 16h (de Brasília), neste domingo, pelas quartas de final da Copa América. Perto da entrada, um amontoado aos poucos é formado em volta de uma mulher vestida com uma roupa colada no corpo com as cores do Paraguai. Larissa Riquelme chegou ao Estádio Único La Plata e quer ser vista.

Ao seu lado, uma empresária tenta controlar todos os pedidos de fotos e entrevistas com a modelo, que virou mania durante a Copa do Mundo de 2010 ao aparecer com um celular entre os seios. Um ano depois, ela lucra com a fama repentina fazendo propaganda de uma operadora de telefone e é a maior atração fora das quatro linhas na Copa América.

Com a cara amarrada, Larissa fica posicionada entre dois repórteres da emissora Fox Sports para gravar uma entrevista ao vivo. Enquanto isso, fãs pedem para ela olhar para a câmera fotográfica e até mulheres tentam levar lembranças ao lado do "amuleto" paraguaio.

Larissa troca a expressão séria por sorrisos para não sair mal na foto. Depois de cinco minutos de espera, o programa começa e enfim Larissa aparece na televisão. Com o nome do patrocinador exposto à frente da parte do corpo pela qual ficou famosa, responde às mesmas perguntas de sempre.

"O Paraguai vai vencer", disse, antes de dar uma volta de 360° para mostrar o restante de seu corpo. Alvo de cópia de outras mulheres, que durante a Copa América têm abusado do decote para também tentar lucrar com a fama adquirida pelas paraguaias, Larissa diz que não teme concorrência. "Fico encantada que outras mulheres têm me copiado".

Enquanto concede entrevista, a empresária de Larissa avisa aos interessados que as entrevistas acabaram. Olha para a modelo, aponta um relógio e apressa a entrada ao estádio. Larissa caminha com dificuldades em meio a microfones, câmeras e fãs à espera de uma foto. Coincidentemente cruza com o ônibus paraguaio e os jogadores batem no vidro como uma saudação à modelo.

A maioria dos jornalistas esquece a chegada das seleções e segue Larissa até a entrada do estádio. Larissa então se prepara para a segunda parte, nas arquibancadas, de um assédio com o qual lucra, mas também se cansa. Larissa terá de manter o sorriso para sair bem nas fotos e guardar o cansaço natural para quando estiver longe das câmeras.

Terra