Grêmio descarta uso de Viagra na Libertadores

13 de janeiro de 2009 • 12h21 • atualizado em 26 de janeiro de 2009 às 11h34

Márcio Bolzoni, médico do Grêmio, descartou a possibilidade de a equipe tricolor fazer o uso do Viagra, remédio usado contra a impotência sexual, para melhorar o desempenho dos atletas em jogos de altitude na Copa Libertadores da América deste ano.

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"Nós não faremos uso de nenhuma medicação com esse objetivo. Com os vasos dilatados, melhoraria a função de alguns atletas na altitude. Mas existe a possibilidade de se proibir esse medicamento. Não saberia dizer detalhes de quanto isso melhora na altitude, mas inclusive existe a preocupação do COI (Comitê Olímpico Internacional), isso mostra que pode ajudar", afirmou Bolzoni, em entrevista à rádio Jovem Pan.

O médico disse ainda que a imprensa gaúcha chegou a afirmar que o Palmeiras cogitou a possibilidade de utilizar o medicamento para a Libertadores.

Em contato com o Terra, o fisiologista alviverde, Cláudio Pavanelli, não descartou a possibilidade, mas acredita que é preciso mais estudos para que o uso possa ser feito.

"Nós não cogitamos. Existem vários trabalhos falando que realmente diminui os efeitos na altitude, mas não cogitamos de forma alguma, até porque temos outras formas para trabalhar, como com a cafeína. Comentamos, mas não para utilização", afirmou.

"Não descartaria, mas é questão de conhecer mais. Não vejo como primordial. A gente utiliza muito o hábito das coisas que já são comprovadas. Não fazemos cobaias dos jogadores. Fazemos trabalhos com pesquisas científicas. Para agora eu acho difícil por falta de trabalhos publicados. Tem uma série de coisas para serem estudadas. Você falar em laboratório é uma coisa, na prática é outra", completou.

Redação Terra
 
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