Libertad ataca Conmebol e árbitros brasileiros

15 de maio de 2009 • 04h03 • atualizado às 09h14

O presidente do Libertad, Horacio Cartes, não economizou críticas à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) após a eliminação do clube paraguaio para o Estudiantes de La Plata nas oitavas-de-final da Copa Libertadores.

O principal alvo das críticas de Cartes foi o argentino Eduardo Deluca, secretário-geral da Conmebol, a quem acusou de ser o "pai" das más arbitragens na América do Sul.

"Fica cada vez mais claro quem é Eduardo Deluca, o pai de tudo de errado que há na arbitragem na América do Sul", afirmou Cartes após o empate sem gols que tirou o Libertad da Libertadores.

Com o resultado, a equipe paraguaia se despediu da competição, depois de ser derrotada por 3 a 0 pelo Estudiantes no confronto de ida, na Argentina.

A imprensa paraguaia e até mesmo a argentina criticaram a abritragem do brasileiro Carlos Eugênio Simon na partida em La Plata.

Simon teria errado ao marcar o pênalti que gerou o segundo gol do Estudiantes e ao expulsar o jogador do Libertad Miguel Samudio.

"Digo isso com toda responsabilidade: Eduardo Deluca é o pai (dos problemas). No México, no Uruguai, no Brasil, no Chile (...) todos sabem o que é feito com a arbitragem e quem é o pai desta criatura", denunciou o cartola paraguaio.

O presidente do Libertad disse que os outros representantes do futebol paraguaio também foram prejudicados pela arbitragem nesta Libertadores, e mais uma vez a crítica é contra um brasileiro.

Dirigentes do Nacional responsabilizaram o brasileiro Héber Roberto Lopes pela derrota por 1 a 0 para o River Plate, em partida do Grupo 3 da Libertadores disputada em Buenos Aires.

"Não é coincidência que todos pensem a mesma coisa", disse Cartes, que acusou Deluca de favorecer as equipes argentinas.

"Há dois tipos de dirigentes: os como ele (Deluca), que são os que ganham dinheiro com o futebol, e os idiotas, como eu, que gastam dinheiro com o futebol", afirmou o presidente do Libertad.

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