O técnico Adilson Batista considerou o Cruzeiro superior ao São Paulo na noite desta quarta-feira e, portanto, classificou como justa a vitória de seu time por 2 a 1. Para ele, a equipe paulista só conseguiu mostrar volume de jogo no segundo tempo e, mesmo assim, os donos da casa mostraram sua força no fim.
"Um grande jogo entre duas equipes tradicionais. O Cruzeiro teve um volume maior, criou algumas situações. Depois, o São Paulo, no começo do segundo tempo, arriscou e saiu um pouquinho mais. Depois dos 20 minutos, nós tivemos um volume, de novo, melhor e criamos algumas situações, fizemos o gol com o Zé Carlos. Continuamos em busca do terceiro e, infelizmente, não foi possível. O Fábio fez algumas defesas. Foi um jogo bem disputado, o que era esperado", analisou.
O treinador aproveitou para elogiar o trabalho de sua comissão, que possibilitou ao time cumprir um sistema de jogo bastante competitivo, que diminuiu os espaços do São Paulo e levou o Cruzeiro a ter chances de gol. "Tem que destacar o preparo físico. O time correu, lutou, brigou, os jogadores foram dedicados. Criou, e a gente fica contente quando cria", prosseguiu o treinador.
Adilson Batista foi questionado pela substituição que fez no intervalo, quando teve que tirar Thiago Ribeiro, com dores na coxa, e optou por Athirson, passando para o 4-5-1. O time sofreu o gol e, mais tarde, com a entrada do atacante Zé Carlos, voltando ao 4-4-2. O treinador disse que, em nenhum momento, teve a intenção de chamar o adversário, e que a opção se deu por conta das características dos jogadores.
"Para muitos, eu errei e, depois, eu acertei, isto é a opinião de alguns", adiantou o comandante celeste, antes de explicar. "Na realidade, eu ia tirar um outro jogador no intervalo, para corrigir um posicionamento que estava errado. Infelizmente, o Thiago saiu e eu não tinha um jogador de velocidade", lamentou, já que Soares, que costumava cumprir esta função, está no departamento médico.
Gazeta Press