Cruzeiro prepara time "mascarado" para jogar na Argentina

03 de julho de 2009 • 10h12 • atualizado às 10h12
Adilson Batista não descarta jogas de máscaras na Argentina Foto: Vipcomm/Divulgação
Adilson Batista não descarta jogas de máscaras na Argentina
25 de junho de 2009
Foto: Vipcomm/Divulgação

Diretoria, técnico e jogadores do Cruzeiro garantem que não se incomodam em jogar a primeira partida da decisão da Copa Libertadores da América na Argentina, onde mais de 1.500 casos de gripe suína já foram confirmados. O treinador Adilson Batista admitiu até pedir máscaras de proteção para o seu elenco enfrentar o Estudiantes. "Vamos para a Argentina sem problema nenhum. É final de campeonato. Se tiver risco de contaminação, colocamos máscaras no time e jogamos assim mesmo", discursou Adilson, satisfeito com a classificação alcançada sobre o Grêmio. "Eles foram bem, mas resistimos à pressão e tivemos maior volume de jogo", analisou.

Já o presidente do Cruzeiro gargalhou quando pensou na possibilidade de os jogadores entraram em campo com máscaras. "Acho que não vai ser necessário tudo isso que o Adílson falou, até porque o nosso time não é mascarado", brincou Zezé Perrella, fazendo trocadilho.

Depois de acender um cigarro, Perrella recobrou a seriedade para dizer que não teme colocar a saúde do elenco em risco na Argentina. "Vamos deixar para a Conmebol decidir se deve ter jogo lá ou não. Não quero criar um clima ruim ou uma polêmica para nós, dizendo que não jogaremos na Argentina. Acataremos o que for definido", assegurou.

Dirigentes do Estudiantes, no entanto, prometem abandonar a Copa Libertadores da América caso não possam receber o Cruzeiro em seu país. "Isso é fogo de palha. Eles não vão sair de uma competição tão difícil e importante agora, na final", previu Benecy Queiroz, supervisor de futebol do clube mineiro.

Gazeta Press
 
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