Lado a lado, Serra, Aécio e Dunga viram atração de telão

16 de julho de 2009 • 08h51 • atualizado às 11h59
Trio acompanha derrota do Cruzeiro na Libertadores Foto: Fábio de Mello Castanho/Terra
Trio acompanha derrota do Cruzeiro na Libertadores
16 de julho de 2009
Foto: Fábio de Mello Castanho/Terra

Fábio de Mello Castanho

Direto de Belo Horizonte




O convite partiu do governador de Minas Gerais, Aécio Neves. E tanto o técnico da Seleção Brasileira, Dunga, como o governador de São Paulo, José Serra, aceitaram acompanhar no Estádio do Mineirão a final da Copa Libertadores da América, entre Cruzeiro e Estudiantes.

Os três sentaram lado a lado em uma das cabines do estádio. Dunga ficou no meio, separando os dois tucanos que disputam a vaga de candidato à presidência da República pelo PSDB na eleição de 2010. Na mesa, copos plásticos servidos de guaraná e água tônica e bandejas com salgadinhos e folhados.

Como personalidades públicas, os três não podem torcer em paz. No primeiro tempo, os governadores e o treinador foram a principal atração do telão que, além de passar o jogo, registra expressões de torcedores no Estádio do Mineirão.

Anfitrião, Aécio aparece mais vezes. Parece sofrer junto com a arquibancada. No intervalo, solicito, atende a imprensa e arrisca ser comentarista de futebol, mas cai em chavões. "A torcida pode dar um calor a mais. O time deles não é bobo. Não podemos cair na catimba", analisa.

O segundo tempo começa e cabe a Aécio Neves logo aparece para todo o estádio. E bem na hora do gol cruzeirense, quando levanta da cadeira e ergue os braços para a vantagem na decisão. O Estudiantes faz o primeiro, vira a partida e Aécio some. Não aparece mais no telão.

Longe dos olhares do público, a agonia permanece. Aos 41min, Thiago Ribeiro arrisca de longe e a bola explode no travessão. Os três colocam a mão na cabeça ao mesmo tempo. Dunga é o mais exaltado. Gesticula, se irrita com a catimba argentina. Parece que gostaria de estar em campo.

Não teve jeito. O jogo termina com vitória do Estudiantes e os três não perdem tempo assistindo a festa argentina. Vão embora rapidamente. Serra sai em silêncio, sério. O seu time de coração, o Palmeiras, venceu o Flamengo no Brasileiro, mas ele parece solidário a Aécio.

Dunga ainda fala sobre a partida antes de deixar a tribuna. 'Não deu. Faltou um pouco de tranquilidade. Enfrentar um time argentino é sempre difícil. Mas o Cruzeiro está de parabéns. Fez um grande campeonato e é um grande time", disse.

Terra
 
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