Mano Menezes quer um Corinthians mais atento nos próximos jogos
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Enfrentar a retranca do Racing nesta quarta-feira foi uma lição para o ataque do Corinthians na Copa Libertadores da América, segundo Mano Menezes. O comandante acredita que sua equipe precisava criar mais alternativas para dificultar o trabalho de representantes diretos da "melhor defesa do mundo".
"Só a defesa italiana se equipara à uruguaia", argumentou Mano. "Quando você joga contra uma zaga desse porte, não adiante ficar só rodando a bola. O que faltou para nós, especialmente na primeira parte, foi contundência e objetividade. O adversário queria que jogássemos pelas beiradas", acrescentou.
Apesar dos elogios de Mano e da dificuldade do Corinthians para transpor o bloqueio adversário, o Racing é um clube modesto do Uruguai. Fundado em 1920, o time disputa o seu primeiro torneio internacional nesta temporada. Suas maiores glórias são cinco títulos de Segunda Divisão.
"Mas não se pode desmerecer um rival que está na Libertadores. Já dizíamos isso antes da estreia, e a partida só confirmou a nossa opinião. É complicado. Se você ataca de maneira errada contra um time que sabe se defender, vai acabar pagando o preço do contra-ataque", continuou a alertar o treinador corintiano.
Mano Menezes apostou em Matías Defederico para atacar da maneira certa contra o Racing, mas o argentino pouco produziu no primeiro tempo. Acabou substituído por Souza, autor de bela assistência para o gol da vitória, marcado por Elias. "Era preciso ter mais força na frente", justificou o técnico.
As adversidades superadas pelo Corinthians deixaram Mano satisfeito. O comandante espera que a sua equipe tenha pegado experiência para jogar contra outros times com sistemas defensivos eficientes. "Não estou dizendo que fomos brilhantes, mas aprendemos a conviver com isso. O torcedor também soube entender a nossa dificuldade", concluiu.
- Gazeta Esportiva



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