Guiñazu disputa bola, durante empate do Internacional contra o Deportivo Quito, no Equador
Foto: AP
Os dirigentes do Inter carregavam consigo um misto de indignação com a arbitragem, alívio pelas grandes defesas de Abbondanzieri e satisfação pelo empate por 1 a 1 com o Deportivo Quito, pela Libertadores da América. Os homens do futebol colorado também comentaram a influência que a altitude da capital equatoriana teve no desempenho dos jogadores.
A partida teve lance digno de fazer as imagens rodarem o mundo de tão inusitado. No segundo tempo, o árbitro colombiano José Buitrago assinalou pênalti do goleiro colorado em cima de Neill. Na verdade, Pato é que foi derrubado no lance. Jogadores e comissão técnica enlouqueceram. O argentino viu no auxiliar como sua última instância para ser salvo. Funcionou. Buitrago conversou com seu bandeira e voltou atrás na decisão.
"Não foi pênalti. Foi falta", reclamou o vice de futebol Fernando Carvalho após o jogo. Depois disso ele se perdeu. Teve uma péssima atuação", cravou o dirigente. O presidente Vitorio Piffero foi ainda mais veemente ao externar a sua indignação. "Nunca vi marcar tão mal um pênalti", esbravejou.
Os 45 minutos finais do Inter foram de time pequeno. Postado em seu campo, os gaúchos esperavam serem atacados pelo Deportivo Quito. Abbondanzieri, último jogador contrato pela direção, realizou três grandes defesas, garantindo o primeiro empate sob o comando de Jorge Fossati na temporada.
A dupla de dirigentes afirmou que os atletas sentiram o efeito de atuarem por 90 minutos a 2,8 mil metros acima do nível do mar. Na visão neles, juntando todos os acontecimentos da partida, o resultado foi positivo. "Saio satisfeito", afirmou Piffero. "O empate foi bom. Na minha opinião todos se saíram bem", disse Carvalho.
O ponto somado deixou o Inter em segundo lugar no Grupo 5. Vencendo o Cerro, do Uruguai, na próxima semana, os colorados assumem a liderança da chave.
- Gazeta Esportiva










