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 Opinião sobre efeito da altitude foi diversificada no Inter
12 de março de 2010 09h34 atualizado às 10h37

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Jorge Fossati orienta Internacional em partida contra o Deportivo Quito. Foto: AFP

Após partida em Quito, Fossati "refez contas" e admitiu desgaste dos jogadores
Foto: AFP

Discursos distintos de dirigentes, jogadores e comissão de técnica do Inter após o empate por 1 a 1 com o Deportivo Quito deram o tom após a partida. Cada um dos setores do clube saiu com uma explicação diferente sobre os efeitos da altitude de 2,8 mil metros no desempenho dos jogadores.

Nos dias que antecederam o jogo pela segunda rodada da Libertadores, o técnico Jorge Fossati, o preparador físico Alejandro Valenzuela e o médico Luis Crescente trataram de minimizar os efeitos causados por atuar em Quito. Tendo trabalhado na LDU, Fossati conhece bem as condições de disputar um jogo na capital equatoriana. Junto, o trio passou de segunda a quinta-feira afirmando que somente 10% da capacidade física dos jogadores seria perdida, o que pouco iria influenciar na atuação.

Após o fim do confronto, os dirigentes bateram de frente com o que foi pregado nas horas anteriores ao embate. "A altitude teve efeito. Os jogadores sentiram", assegurou o vice de futebol Fernando Carvalho.

Nem mesmo o treinador manteve o seu discurso. "Eu disse que perdia só 10%, mas quando cheguei (em dezembro) eu tinha dito que eram 20%", lembram?", indagou Fossati aos repórteres presente em sua coletiva. "Essa perda após os 60 minutos de jogo dá para sentir", concluiu, acrescentando que a intenção de manipular os números era para tirar a preocupação dos seus comandados.

Nessa história toda, o mais importante era saber como tinha se sentido quem esteve sob 90 minutos correndo em um ar rarefeito. "Não senti nada", assegurou o lateral Kleber. Com o time adotando uma postura extremamente defensiva, sobretudo no segundo tempo, ele pouco apoiou no decorrer do jogo. "Tem que analisar o esquema. Fizemos o que o professor pediu", explicou.

Gazeta Esportiva