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 Andrade busca inspiração em 1981 para triunfar no Chile
17 de março de 2010 07h42

Técnico lembra de guerra contra Cobreloa. Foto: Márcia Feitosa/Vipcomm/Divulgação

Técnico lembra de "guerra" contra Cobreloa
Foto: Márcia Feitosa/Vipcomm/Divulgação

Thales Soares

No dia 20 de novembro de 1981, o então volante Andrade entrou em campo no Estádio Nacional de Santiago para encarar uma "guerra" contra o Cobreloa, no segundo jogo da final da Copa Libertadores. O Flamengo perdeu por 1 a 0 e, depois de um jogo-extra em Montevidéu, comemorou a conquista histórica com uma vitória por 2 a 0. Foi a última passagem do atual treinador pela cidade. Nesta quarta-feira, quase 30 anos depois, ele volta à cidade para comandar o time rubro-negro em mais um jogo pela competição, desta vez contra a Universidad do Chile.

"As lembranças daquele jogo, especificamente, não são boas. No confronto, acabou sendo positivo para o nosso time. O Cobreloa foi o adversário mais difícil e conseguiu nos vencer, o que não era fácil na época", disse Andrade, lembrando a violência chilena.

"Não acredito que hoje haja espaço para o que aconteceu naquele confronto. Um jogador violento como o Mario Soto não consegue mais jogar futebol numa competição disputada com seriedade", afirmou. O chileno teria agredido jogadores do Flamengo com uma pedra durante a partida.

O desempenho do time de 1981 é sempre tratado como referência. Em sua atual passagem como técnico, Andrade coleciona bons momentos, que culminaram com a conquista do Campeonato Brasileiro de 2009. Este ano, são 14 jogos: 12 vitórias, um empate e uma derrota, já tendo disputado dois jogos pela Copa Libertadores e três clássicos no Carioca. No total, são 41 partidas, com 27 vitórias, oito empates e seis derrotas, aproveitamento de 64%.

"Acho que é uma média muito boa para um treinador que está iniciando a carreira", disse Andrade, que, depois de assumir o time interinamente em algumas oportunidades, foi efetivado pela primeira vez no ano passado com a saída de Cuca.

"Tenho um time com jogadores muito experientes, como Leonardo Moura, Alvaro, Juan, Adriano, que sabem o certo e o errado e administram bem qualquer situação mais complicada. Vencendo, a gente dá um grande passo para conseguir a vaga nas oitavas de final da Libertadores".

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