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Confira traumas e decepções do Flamengo na Copa Libertadores

24 fev 2010
09h53
atualizado às 09h58
Dassler Marques

A primeira participação do Flamengo na Copa Libertadores foi um sucesso e terminou com título, mas desde então o clube só coleciona decepções na competição, muitas delas dentro do próprio Maracanã. A mais recente foi em 2008, dia da despedida de Joel Santana, e de festa de Salvador Cabañas.

Relembre todas participações do Fla na Libertadores

1981 - Campeão ao vencer o Cobreloa na final, num terceiro jogo, disputado em campo neutro, no Centenário, em Montevidéu. A decisão entrou para a história como uma das mais violentas da história da competição. No segundo jogo, em Santiago, um jogador adversário tinha um objeto cortante qualquer. Tanta briga deu a vitória aos chilenos e foi preciso um jogo extra em Montevidéu. O Fla ganhou, mas ao apito final também houve uma pancadaria generalizada.

1982 - O Flamengo já começou a competição na fase semifinal, em tempos em que a Libertadores era muito mais enxuta. Mesmo com Leandro, Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Tita e Nunes em campo, perdeu para o Peñarol no Uruguai por 1 a 0 e foi eliminado no Maracanã, com novo 1 a 0.

1983 - Cinco dias depois de ser campeão brasileiro contra o Santos, o Flamengo acabou eliminado na primeira fase de um grupo com Grêmio, Blooming e Bolívar, mesmo tendo vencido este último por 5 a 2. Ainda voltou a campo no Maracanã para cumprir tabela e, com time quase reserva, perdeu por 3 a 1.

1984 - Depois do fiasco no ano anterior, o Fla entrou mais ligado e venceu cinco jogos e empatou um na primeira fase - inclusive goleou o Santos por 5 a 0 em São Paulo. Acabou eliminado na fase semifinal, em um triangular com Grêmio e Universidad Los Andes, da Venezuela.

1991 - O Boca Juniors ainda não tinha tantos títulos e nem tanta fama na Libertadores, mas em 1991 despachou o Corinthians nas oitavas e o Flamengo, então campeão da Copa do Brasil, nas quartas. O frágil time flamenguistas venceu o jogo de ida no Maracanã, mas caiu de 3 a 0 em La Bombonera.

1993 - O Flamengo tinha um bom time e havia sido campeão brasileiro no ano seguinte, mas cruzou com o São Paulo de Telê Santana, campeão da Libertadores também em 92. O Fla sequer conseguiu vencer no Maracanã e sucumbiu por 2 a 0 no Morumbi. Assim como havia acontecido em 83, "fez o campeão", já que os são-paulinos foram bicampeões.

2002 - A classificação foi obtida pela extinta Copa dos Campeões, logo após o tri carioca, mas o time que iniciou 2002 era bem inferior, sem jogadores importantes, e o clube vivia grande crise econômica por conta do ex-presidente Edmundo Santos Silva. Deixou a competição como lanterna ainda na primeira fase, em um grupo com Olímpia, Once Caldas e Universidad Católica.

2007 - Campeão da Copa do Brasil em cima do Vasco, o Flamengo retornou para a Libertadores depois de cinco anos e buscou jogadores experientes como Roni e Juninho Paulista. Fez boa primeira fase, mas problemas no vestiário decretaram uma derrota por 3 a 0 para o Defensor, no Uruguai. O time de Ney Franco ainda venceu por 2 a 0 na volta, mas caiu nas oitavas em pleno Maracanã.

2008 - O Flamengo vivia grande momento pela arrancada no Brasileiro do ano anterior com Joel Santana. Antes de sair, o treinador conquistou o bi carioca, mas uma grande festa dentro de campo tirou o foco do time, que havia vencido no México por 4 a 2. Cabañas, taxado de gordo, calou o Maracanã com três gols e eliminou o Fla, candidato ao título, ainda nas oitavas.

Cabañas cala o Maracanã: sina recente do Flamengo
Cabañas cala o Maracanã: sina recente do Flamengo
Foto: Gazeta Press
Fonte: Terra
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