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Para decidir Libertadores, Kalil elevou dívida atleticana em R$ 150 milhões

17 jul 2013
08h39
atualizado às 08h39
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Finalista da Copa Libertadores e no momento mais importante de sua história em competições internacionais, o Atlético-MG pagou um preço caro para chegar até aqui. E o que não pagou, ainda vai pagar.

Kalil preside o Atlético-MG, dono da quarta maior dívida do futebol brasileiro
Kalil preside o Atlético-MG, dono da quarta maior dívida do futebol brasileiro
Foto: Bruno Cantini / Divulgação

Segundo balanços patrimoniais referentes aos últimos cinco exercícios, a dívida atleticana passou de R$ 265 milhões, em 2008, para R$ 414 milhões em 2012. O período coincide com a administração do presidente Alexandre Kalil, que tem status de ídolo entre torcedores. Muitos deles creditam também a Kalil o fato de que o Atlético-MG irá decidir a Libertadores na noite desta quarta-feira, em Assunção, no Paraguai.

Evolução da dívida
Ano e valor
(em milhões de reais)
2008 - 265
2009 - 286
2010 - 318
2011 - 368
2012 - 414

Há três itens principais que compõem o alto passivo do Atlético-MG. À Receita Federal, segundo o último balanço, o valor a pagar é de R$ 208 milhões. Ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), mais R$ 14 milhões. Entre empréstimos a instituições financeiras e não financeiras, são R$ 167 milhões.

Em “instituições não financeiras”, entenda-se o ex-presidente do clube Ricardo Guimarães. Por empréstimos realizados ao Atlético-MG em seus tempos de mandatário, Guimarães recebe parcelas e ainda tem direito a 15% do valor arrecadado com transferências. Ele é também presidente do Banco BMG, patrocinador máster e dono dos direitos econômicos de alguns dos jogadores finalistas da Copa Libertadores.

Apesar da valorização do elenco desde o último ano, por conta do vice-campeonato brasileiro, o Atlético-MG também experimenta déficits consecutivos durante a gestão Kalil. O que, evidentemente, contribui para o crescimento da dívida. Só no último ano, o clube gastou R$ 33 milhões além do que arrecadou. Em 2011, esse balanço também havia sido negativo: R$ 36 milhões.

<p>A caminho da Europa, Bernard é esperança de um certo respiro para o Atlético-MG</p>
A caminho da Europa, Bernard é esperança de um certo respiro para o Atlético-MG
Foto: Bruno Santos / Terra

Como de costume com os clubes que aumentam suas dívidas, o Atlético-MG acena com o crescimento das receitas como atenuante. Também no ano em que Kalil assumiu a presidência, a receita foi de R$ 57 milhões. Daí até o exercício 2012 houve um crescimento de 91% até R$ 110 milhões.

Uma esperança para amortizar a dívida a curto prazo é a negociação de Bernard, jogador mais valioso do elenco do Atlético-MG e estimado em R$ 59 milhões. Ex-presidente e credor do clube, Ricardo Guimarães deve ser beneficiado em três vias caso se confirme a transferência para o Porto-POR. O BMG é intermediário do negócio, possui cerca de 25% dos direitos de Bernard e Ricardo ainda tem, por compromisso firmado, mais 15% a receber pela dívida passada.

Terra

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