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Por tetra, cartola do São Paulo quer evitar "novos traumas"

18 fev 2009 - 10h39
(atualizado às 18h14)
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A estréia do São Paulo na Copa Libertadores, na noite desta quarta, contra o Independiente de Medellín, determinará uma marca inédita a um clube brasileiro: pela sexta vez consecutiva, os são-paulinos jogam a competição, cada dia mais valorizada. Para o vice de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ser batido pelo Fluminense em 2008 teve um impacto sensível. "Perdemos pelo menos R$ 10 milhões, foi uma derrota dolorosa", disse em entrevista exclusiva ao Terra .

Para evitar novos traumas como o do último ano, o São Paulo não poupou esforços no mercado. Vice-campeão com o Fluminense na edição passada, o trio formado por Arouca, Júnior César e Washington foi o principal acréscimo ao time campeão brasileiro e conhece o espírito que requer a Libertadores.

"Precisamos da mesma força de disputa, agir de forma competitiva e combativa. Hoje, o São Paulo tem um elenco de muito boa qualidade, com perspectivas de alterações sem que isso reduza a capacidade da equipe. Tudo foi preparado para a disputa do título", afirma Leco. Além dos três jogadores ex-Flu, o São Paulo ainda adquiriu o zagueiro Renato Silva, o volante Eduardo Costa, o lateral-direito Wagner Diniz e o goleiro Denis, ex-Ponte Preta.

Entregar bons reforços ao treinador Muricy Ramalho só foi possível em razão da classificação para a Libertadores. Isso significa, na opinião de Leco, cerca de 20% a mais de receitas para a temporada, em um número que varia de acordo com o desempenho dentro da competição, mas que é indiscutivelmente expressivo. Jogar a Libertadores projeta a possibilidade ainda de ganhos extras em marketing, promoções, exposição adicional na mídia e maior poder de negociação com patrocinadores. "Ainda há as perspectivas de disputar o Mundial de Clubes, agora em Dubai", ressalta.

Leco, aliás, enxerga uma valorização crescente da Copa Libertadores, temporada a temporada. O que pode ser medido, por exemplo, quando Muricy Ramalho poupa cinco titulares para um clássico contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, em razão da estréia no torneio continental.

"O torcedor valoriza agora os torneios internacionais. Provavelmente, estão saturados de tantos jogos em universo nacional, especialmente no Paulista, que não tem mais o brilho de 30 anos atrás. Isso é um forte efeito da globalização", aponta.

Segundo números divulgados pela Casual Auditores, a média de público são-paulina na Copa Libertadores de 2007, comparada à do Campeonato Brasileiro do mesmo ano, é bastante superior: 36 mil torcedores no torneio continental contra 28 mil no nacional - em uma temporada em que o clube só foi até as oitavas-de-final. Vice-campeão em 2008, o Fluminense levou 49 mil torcedores em média ao Maracanã e a renda da final, contra a LDU, foi a maior da história do País, envolvendo clubes: R$ 3,9 milhões - valores indispensáveis para qualquer time brasileiro.

Fonte: Especial para Terra
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