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Libertadores 2005
Quarta, 13 de abril de 2005, 23h48 
Jogador do Quilmes é detido por racismo
 
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A atitude racista do zagueiro Desábato causou problemas para o jogador. Logo após o término da partida, o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, superintendente do Garra, conduziu o jogador para ao 34º Distrito Policial para registrar queixa contra o jogador.

Confira fotos da partida
Opine: Qual deve ser a punição ao jogador argentino?

No primeiro tempo, o jogador argentino xingou o atacante Grafite, do São Paulo, de forma racista. O brasileiro reagiu, empurrou o rosto do rival e foi expulso de campo. As imagens da TV flagraram a cena.

Assim que o árbitro uruguaio Martín Vazquez acabou a partida, o delegado entrou em campo e se dirigiu para o local onde estava Desábato. Ele o técnico Gustavo Alfaro, que acompanhou o jogador, foram levados para a delegacia.

"Esta é uma determinação do delegado geral. O Grafite está ofendido, chorando no vestiário e o jogador será levado à delegacia", afirmou Nico. Eu vi as imagens na TV, acompanhei tudo", completou.

Segundo declarações do presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, Grafite foi à delegacia para prestar queixa.

De acordo com uma nota da Polícia Civil, Desábato será indiciado pelo crime de injuria. O julgamento aconteceria no Brasil.

O problema de racismo contra Grafite já havia acontecido na primeira partida entre os dois times, realizada na Argentina. A diretoria do Quilmes chegou a mandar uma carta pedindo desculpas.

O técnico Emerson Leão aprovou a atuação da polícia brasileira. Para ele, a atitude poderá mudar o comportamento no mundo.

"Isso está acontecendo em todos os lugares, alguém tinha de tomar uma decisão. E alguém tomou uma decisão", disse o treinador são-paulino.

Crítica

O técnico do Quilmes, Gustavo Alfaro, foi o responsável pela resposta do clube argentino para a confusão ocorrida após a partida contra o São Paulo. Segundo ele, a forma como o caso foi tratado.

"O futebol começa e termina no campo. Faltou inteligência para a coisa ser feita como deveria. Eu disse ao chefe de polícia que quando se faz uma detenção na frente de 60 mil pessoas, me parece algo que não deveria ser feito. Se é para acontecer algo, isso deveria acontecer no vestiário", afirmou o treinador.
 

Redação Terra