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Brasil
Quinta, 14 de abril de 2005, 10h57  Atualizada às 15h36
Imprensa argentina destaca prisão de Grafite
 
Redação Terra
Site do diário Olé noticia a prisão do argentino
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A prisão em flagrante do jogador argentino Leandro Desábato, do clube Quilmes, acusado de racismo, logo depois da partida contra o São Paulo, no Morumbi, gera polêmica e fortes repercussõoes na Argentina. O jogador argentino foi preso porque teria chamado o brasileiro Grafite de "negro".

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Na rádio Continental, o técnico do Quilmes, Gustavo Alfaro disse: "Infelizmente, acabamos sendo cúmplices de uma situação que nos deixou mal. Acho que montaram uma farsa".

Na entrevista, o técnico afirmou que estava surpreso com tanto barulho. Afinal, justificou, segundo reproduzido pela imprensa escrita, o jogador de sua equipe não chamou ninguém de "negro de m...".

As principais emissoras de televisão argentinas reproduzem, insistentemente, imagens dos canais brasileiros, mostrando o momento das divergências, em campo, entre Desábato e Grafite. E ainda a saída, sob insultos, do atleta argentino, cercado pela tropa de choque e pelos colegas de equipe.

A imprensa argentina informa ainda que o time, técnico e dirigentes continuam em São Paulo e que já perderam o vôo de volta para Buenos Aires, marcado para o início da tarde desta quinta-feira.

"Vergonha"

O comentarista de esporte do canal 13 lembrou que na partida anterior, no estádio do Quilmes, Grafite já havia reclamado: "Me tratatam como um mono negro ("macaco negro")".

O apresentador do noticiário completou: "Esse tipo de atitude é uma vergonha. Sem falar na derrota. Disso, então, nem falemos". O Quilmes perdeu por 3 a 1 um para o São Paulo, na partida da Copa Libertadores.

Na TV América, a notícia também foi tão destacada quanto a viagem do presidente Néstor Kirchner à Alemanha e a greve geral num dos principais hospitais do país, o Garrahan.

"Escândalo no Brasil. Jogador do Quilmes pode pegar até três anos de cadeia por crime de racismo", informaram. "Hoje vamos falar de futebol e de um caso de polícia. Uma situação estranha e dramática que acabou com a prisão do jogador Desábato, do Quilmes", anunciaram na emissora TN (Todo Notícias).

O cônsul argentino em São Paulo, Norberto Vidal, disse à imprensa argentina que colocou advogado à disposição do atleta do seu país. Mas reconheceu que não era um caso tão simples para ser resolvido.

"A legislação aqui (no Brasil) é muito rigorosa e a questão racial é atual e gera muita sensibilidade. Além disso, soma-se a clássica rivalidade no futebol entre argentinos e brasileiros", disse o cônsul.

Ele informou que o advogado já pediu a liberdade do jogador, mas que ela foi negada. A expectativa, no início da tarde, era de que a questão seria resolvida mediante habeas corpus.
 

BBC Brasil

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