| Reinaldo Marques/Terra |
 A estação Brigadeiro (foto) foi destruída, assim como a Trianon |
|
|
Enquete |
Quem foi o melhor em campo na final?
|
 |
|
|
 |
|
|
O prefeito de São Paulo, José Serra, disse nesta sexta-feira que a diretoria do São Paulo deveria procurar a Prefeitura da cidade para bancar o prejuízo causado durante a confusão na Avenida Paulista. Depois da vitória de 4 a 0 sobre o Atlético-PR, os torcedores do time quebraram estações de metrô, causando a maior destruição em mais de 30 anos de operação.
Opine: o São Paulo deve pagar os prejuízos?
Vídeo: veja as cenas da destruição 
Confira fotos da Avenida Paulista
Confira vídeos da final 
Baixe o pôster do campeão
Mande uma mensagem para os campeões
Veja animação dos gols
"Eles deveriam se oferecer para consertar os danos. Se eu fosse da diretoria, participaria de tudo aquilo que foi quebrado. Eles deveriam cooperar para recuperar tudo aquilo que foi destruído", afirmou Serra, durante um evento nesta manhã na Zona Leste. Depois, de helicóptero, o prefeito foi até a Paulista para ver o tamanho do estrago.
O prefeito ainda justificou o fato de não haver policiamento suficiente para controlar o tumulto na madrugada. "É muito difícil você prever uma ação de vandalismo dessa natureza. É razoável que não tivesse uma batalhão completo da PM, batalhões para atender. Ninguém esperava aquilo. No máximo,
manifestações de carros comemorando", disse José Serra.
O Terra Esportes entrou em contato com o presidente são-paulino Marcelo Portugal Gouvêa, que prometeu fazer um anúncio oficial na próxima semana.
"Não recrimino o prefeito José Serra, ele administra a cidade e deve estar profundamente chateado com o que aconteceu na Paulista. Mas não podemos responsabilizar o clube pela atitude dos torcedores fora do estádio", disse o dirigente.
Portugal Gouvêa ainda afirmou que não pretende polemizar sobre a responsabilidade do clube no envolvimento com os atos de vandalismo. "Hoje é um dia de total alegria para o São Paulo e nós só queremos comemorar. O São Paulo não vai fugir da sua responsabilidade, mas só vamos nos posicionar na próxima semana."
Além de quebrarem os metrôs, os torcedores danificaram telefones públicos, pontos de ônibus, semáforos, bancas de jornais e ainda saquearam lojas e bares.
O subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo, disse que o caso mostra que a tendência é que eventos grandes sejam proibidos na Paulista.
"Não dá para prever uma atitude de vandalismo como a que ocorreu ontem à noite. Não dá para prever atos de barbárie", disse em entrevista à rádio CBN.
|