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Libertadores 2006
Quarta, 16 de agosto de 2006, 09h43  Atualizada às 10h24
São-paulino Mineiro torcia para o Inter quando criança
 
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O volante do Sâo Paulo Mineiro admitiu que quando criança torcia para o Internacional, rival na decisão da Copa Libertadores da América. Apesar de ser de Porto Alegre, ele ganhou esse apelido por causa do irmão André, que também era conhecido como Mineiro.

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"Quando criança, lá no Sul, eu torcia sim pelo Inter. Até porque treinava lá e estava sempre ligado ao clube. Ia algumas vezes aos jogos", lembra o volante.

Ídolo de infância? Para quem imagina que é um volante ou meia: "nessa época, eu gostava do Taffarel (goleiro), do Luiz Carlos Winck (lateral) e do Aloísio (zagueiro). Mas acho que ninguém que subiu comigo ainda esteja por lá. Daquela minha turma, só lembro do Christian, que hoje está no Juventude, que tenha vingado no futebol".

Mineiro atuou nas categorias de base do Internacional. Hoje diz que torce para o São Paulo e que pretende renovar ao final do acordo, em dezembro deste ano.

"Comecei a minha carreira nas categorias de base do Internacional. Mas quando saí de lá acabou qualquer sentimento. Admiro e torço pelo futebol gaúcho, pelas raízes que eu tenho lá e pela família. Mas é tanto pelo Inter como pelo Grêmio. Hoje sou profissional e torço para o São Paulo", disse.

Quando garoto, estudou por muitos anos na escola Maria Imaculada, em frente ao estádio. "Ele e meu outro irmão, André, estudavam nessa escola. Minha mãe (Benildes) trabalhava lá e os levava para treinar no Internacional, que é em frente", relembra Luís Augusto, 37 anos, irmão mais velho do são-paulino. Ele ainda mora em Porto Alegre e é inspetor de polícia.

Após ouvir um "não" do Inter, o então Mineirinho foi tentar a sorte em outros clubes da cidade, entre eles o Grêmio. Recebeu a mesma resposta. A sorte começou a mudar no futebol quando ele foi estudar no colégio Dom Bosco, em Porto Alegre, aos 18 anos.

Dali, o volante foi convidado a fazer um teste no Rio Branco. Mudou-se para o interior de São Paulo e não largou o estado até hoje - ainda passou por Guarani, Ponte Preta e São Caetano antes de chegar ao clube do Morumbi, no começo do ano passado.

"Em 1993 e 1994 ele jogou o torneio de aspirantes. E depois foi aparecendo mais ao futebol. O Mineiro é muito perseverante. Nunca desistiu, apesar das dificuldades", contou Luís Augusto.

Antes anônimo, hoje o camisa 7 do time tricolor virou referência na cidade. Seu status de "celebridade" começou a mudar em dezembro de 2005, quando deu ao São Paulo o título mundial. A convocação para a Copa do Mundo transformou o atleta em orgulho para o povo gaúcho.

"Antes, quando ele vinha nas férias, a gente andava na rua sem problemas. Hoje já não dá mais", finalizou Luís Augusto, orgulhoso pelo sucesso do caçula da família.
 

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