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Terça, 19 de junho de 2007, 18h15 Polícia gaúcha teme torcedores sem ingresso |
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Há problemas à vista para o esquema de segurança armado para a final da Libertadores, entre Boca Juniors e Grêmio, nesta quarta-feira no Olímpico.
» Veja fotos do treino do Grêmio 
O Boca recebeu 2.700 ingressos para comercializar em Buenos Aires, mas são esperados mais de 5 mil argentinos em Porto Alegre no dia do jogo. Metade da torcida ficaria pelas ruas, o que significaria riscos de conflitos.
A Secretaria de Segurança gaúcha está mobilizando cerca de mil policiais militares para garantir a ordem - sem contar que a Polícia Rodoviária fará o acompanhamento de torcedores que venham por terra. Mas o cônsul da Argentina em Porto Alegre, Jorge Biglione, teme pelo pior.
"Se não têm ingresso, os torcedores ficarão no entorno do estádio, e isso deve criar um clima de tensão muito grande", disse Biglione.
Especula-se que gremistas mais exaltados planejam, pela Internet, ações de vingança contra os torcedores do Boca, pelas agressões aos torcedores gaúchos que foram à Bombonera.
A Secretaria de Segurança fará barreira na BR-290, antes da última ponte sobre o delta do Guaíba. Todos os ônibus do Boca em excursão serão parados, e os torcedores que não tiverem ingresso serão detidos ali até o final da partida.
Mas o problema persiste. Para fugir à inspeção, os torcedores sem ingresso estão chegando em ônibus de linha. Normalmente, a empresa que faz a rota Buenos Aires-Porto Alegre tem apenas um horário por dia, mas, em função da procura, vai usar ônibus-extras. Para a quarta-feira, está prevista a chegada de onze ônibus, no mínimo.
Os torcedores do bairro da Boca argumentam que muitos torcedores do Grêmio que não tinham ingresso conseguiram entrar na Bombonera, e têm esperança de tratamento igual.