
Atualizada às 15h18 O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, marcou "um gol contra" para a América do Sul ao não apoiar a rejeição regional à decisão da Fifa de proibir a realização de partidas oficiais em cidades de grande altitude, afirmou hoje o presidente da Federação Boliviana de Futebol, Carlos Chávez.
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"Pensei que apenas a Bolívia e algum outro país da zona andina estavam chateados com ele, mas me surpreendi em saber que outros mais também estão devido à posição de Teixeira, que como nosso representante no Comitê Executivo da Fifa, não nos representou", disse Chávez, citado hoje pelo jornal La Prensa.
O diretor boliviano disse ainda que Teixeira, como membro do Comitê Executivo da Fifa, não assumiu a posição sul-americana e só defendeu a causa das equipes brasileiras, que nos campeonatos regionais de clubes não gostam de disputar partidas em cidades de grande altitude.
Teixeira "atuou representando cinco equipes brasileiras, isso foi muito grave, e violentou um mandato que havia sido dado a ele", criticou o diretor boliviano. Segundo Chávez, o presidente da CBF "jogou contra e fez um gol contra, de modo que é uma situação delicada".
Além disso, o cartola afirmou que a atitude brasileira vai "afetar o que sempre foi a Conmebol: unida, integrada e monolítica". A Bolívia elogiou a decisão da entidade, que na última quinta-feira ratificou o pedido boliviano de não atender a resolução da Fifa de proibir jogos oficiais em cidades a mais de 3.000m de altura, exceto após um período de aclimatação de 15 dias para a equipe visitante.
AFP
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