
Atualizada às 08h19 O técnico do Fluminense, Renato Gaúcho, comparou seu sentimento após a final da Copa Libertadores ao de um boxeador na lona. Abatido, ele se emocionou ao comentar a derrota para a LDU na disputa por pênaltis, nesta quarta-feira, mas assegurou que o time tricolor vai se recuperar.
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"Na vida, os vencedores são golpeados também. Sou um vencedor, mas, sem dúvida, hoje foi um nocaute. Talvez o segundo maior, pois o maior foi a morte de meu pai. Às vezes, a gente dá o nocaute, às vezes, a gente recebe. Hoje eu recebi", declarou o treinador, com lágrimas nos olhos.
De acordo com Renato, o sentimento dos jogadores no vestiário era semelhante. "Nem conversei com o grupo hoje, não tinha condições, falo com eles na sexta. Só estou dando entrevista porque sou homem, não quero que digam que eu me escondi porque perdemos", acrescentou.
A tarefa do treinador, agora, será levantar o astral dos atletas. Por conta das partidas decisivas da Copa Libertadores, o Fluminense deixou o Campeonato Brasileiro em segundo plano durante as oito primeiras rodadas. A equipe ocupa a lanterna da competição, com apenas três pontos.
"O trabalho nos próximos dias será recuperar o ânimo de todos. Sei que o momento é difícil, mas tenho um grupo muito bom, que vai dar a volta por cima. Vamos nos recuperar e brigar, no mínimo, por uma vaga na próxima Copa Libertadores", prometeu o comandante.
Aplausos e críticas
Renato Gaúcho fez questão de tecer elogios ao trabalho realizado por seus jogadores na decisão. Depois de perder o jogo de ida, em Quito, por 4 a 2, o Fluminense saiu atrás no Maracanã, mas triunfou por 3 a 1 e levou a decisão para os pênaltis. No desempate, deu LDU.
"A equipe buscou heroicamente o resultado e teve outras oportunidades, mas, infelizmente, a bola não entrou. Apesar de não termos ganho, os jogadores são vencedores, isso ficou claro com o aplauso dos torcedores. É claro que gostaríamos de ter vencido, mas o reconhecimento da torcida foi ótimo", afirmou.
Os elogios acabaram, no entanto, quando o assunto foi a arbitragem do argentino Héctor Baldassi. A principal reclamação é sobre um pênalti cometido por Ambrossi em Washington, ainda no primeiro tempo, ignorado pelo responsável do apito na decisão da Libertadores.
"Se eu falar da arbitragem, vão dizer que é desculpa. Deixo para vocês comentarem o pênalti no Washington, o tempo que ele (Baldassi) dava para o goleiro repor a bola ou eles baterem os laterais. A Fifa, que gosta de dar exemplos, deu um péssimo exemplo hoje", disse Renato.
O treinador se recusou apenas a comentar o comportamento de Dodô, que teria se desentendido com colegas durante a semana. "Posso dizer que o Dodô tem contrato com o Fluminense e faz parte do grupo. É mentira que quiseram agredi-lo. Não vou tomar qualquer atitude agora, de cabeça quente", concluiu.
Redação Terra
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Reuters
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