Libertadores 2008

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Quinta, 3 de julho de 2008, 04h31 Atualizada às 08h58

"Ainda não demos conta do que aconteceu", diz técnico da LDU

O argentino Edgardo Bauza, técnico da Liga Deportiva Universitaria de Quito, afirmou que ainda não caiu a ficha da conquista da Copa Libertadores de 2008 sobre o Fluminense no Maracanã.

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"Ainda não nos demos conta do que aconteceu. Após o jogo, alguns jornalistas japoneses já vieram me perguntar sobre o jogo contra o Manchester United no Mundial de Clubes. É muita emoção, não consigo descrever o que sinto", disse Bauza, após a partida.

O técnico afirmou que o título conquistado no Rio de Janeiro foi o melhor momento da sua carreira de treinador. "Sinto uma alegria imensa. É o momento mais importante desde que comecei há dez anos no Rosario Central", disse Bauza, que também fez um balanço da fase de mata-mata da Libertadores.

"Passamos por equipes complicadas. O Estudiantes era a melhor equipe argentina naquele momento. Depois, eliminamos o San Lorenzo, que fez um forte investimento. Tivemos também o América e a mística do estádio Azteca", disse.

O argentino minimizou o discurso adotado por Renato Gaúcho na semana que antecedeu a decisão. O técnico da equipe carioca insistia que sua equipe iria reverter a vantagem que a LDU conseguiu ao vencer na ida por 4 a 2. "Todos os técnicos tem um jeito de passar a sua mensagem aos jogadores e à torcida", comentou.

Já o goleiro José Cevallos, que chegou a ser dúvida para a partida, acabou como herói do título ao defender as cobranças de Conca, Thiago Neves e Washington na decisão por pênaltis. O jogador admitiu ter jogado no sacrifício.

"Não queria perder essa partida, a mais importante da minha carreira, mesmo sendo complicado jogar uma final sem estar em condições ideais", disse o goleiro, para quem "a LDU precisava de uma vitória assim". O jogador também fez elogios a Rodrigo Paz, presidente do clube.

"Esta conquista é um mérito dele, que administra tão bem esta grande instituição", afirmou Cevallos, que dedicou o título a seu pai. Já o capitão Patricio Urrutia disse que previa uma partida difícil contra o Fluminense.

"Sabíamos que seria complicado. O Fluminense foi um adversário muito complicado, que chegou à final com méritos próprios", disse. O meia explicou que as camisas que os jogadores usaram camisas dedicando o título ao Equador foi uma exigência do clube. "Aquilo foi uma exigência do clube, mas sabemos que ao jogar pela LDU, estamos representando o país", concluiu.

EFE

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