Messi contra Neymar: argentino venceu duelo com sobras
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- Celso Paiva
- Direto de Yokohama
O duelo aguardado entre Lionel Messi e Neymar, na prática, sequer existiu na decisão do Mundial de Clubes. Em Yokohama, neste domingo, o argentino sobrou ao lado de Xavi, Iniesta e toda a equipe do Barcelona, que venceu por 3 a 0 de maneira tranquila e natural. Com pelo menos três boas chances durante a partida, Neymar sucumbiu diante da marcação e falhou à frente de Victor Valdes.
Desde o início, Messi chamou a responsabilidade com a posse de bola e envolvimento nas triangulações com os meias do Barcelona. Sem Alexis Sánchez e David Villa, machucados, foi o único atacante de origem no trio de frente do Barcelona, com Daniel Alves na ponta direita e Iniesta à esquerda. Mas, se havia um duelo, foi Neymar que teve a primeira grande oportunidade.
Aos 7min, Neymar puxou contragolpe e, com espaço e três santistas contra dois adversários, preferiu a jogada individual ao passe. Desarmado por Puyol, desperdiçou uma rara chance na primeira etapa de domínio absoluto do Barcelona. Lionel Messi deu a resposta logo depois: após domínio magistral e passe em profundidade de Xavi, o argentino contou com falha de Durval e tirou Rafael da jogada com calma.
No restante da primeira etapa, Messi continuava disposto a justificar a alcunha de melhor jogador do mundo, enquanto Neymar praticamente não pegou na bola, mesma condição de um sonolento Paulo Henrique Ganso. O argentino, que ainda teve chances de ampliar, participou do terceiro gol: recebeu na área e, mesmo após dividida com Bruno Rodrigo, seguiu em pé e passou para Daniel Alves servir. Fabregas completou.
Sem a mesma intensidade do primeiro tempo, o Barcelona permitiu oportunidades ao Santos, que acelerou o toque de bola na frente e conseguiu ameaçar Valdés. Ainda que de maneira discreta, Neymar perdeu dois gols: no primeiro, recebeu cruzamento de Borges e errou a cabeçada contra o goleiro. Pouco depois, recebeu bonito passe de Ganso, mas finalizou mal.
Já Messi, alternando entre o centro da área e a ponta direita, enumerou arrancadas em velocidade, já que o Barcelona praticamente deixou de jogar com a posse de bola na frente. Aos 37min, Daniel Alves serviu o argentino, que aplicou drible em Rafael e só tocou para o gol vazio.
A depender da final do Mundial de Clubes, Lionel Messi não deixou dúvidas para Neymar ou qualquer outro sobre quem é o maior jogador do planeta. Aos 24 anos, conquistou seu segundo título mundial e encaminhou ainda mais a escolha de Bola de Ouro da Fifa em janeiro.
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