Mundial de Clubes

publicidade
09 de dezembro de 2012 • 11h41

"Diego Souza japonês" frustra tambores do Sanfrecce Hiroshima

Hisato Sato perdeu grande chance no fim e viu o Sanfrecce Hiroshima ser eliminado
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
  • Direto de Toyota (Japão)
  • Direto de Toyota (Japão)
 

Um lance inusitado aos 35min do segundo tempo de Sanfrecce Hiroshima e Al Ahly praticamente selou a classificação dos egípcios para a semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, em duelo realizado neste domingo no Estádio de Toyota. O japonês Hisato Sato recebeu passe longo, aproveitou a indecisão da defesa do Al Ahly e saiu de frente para o goleiro Sheriff Ekramy, porém se assustou com a saída do goleiro e, mesmo com a meta aberta, chutou à esquerda do gol.

» Pelé, Corinthians e Mazembe; lembre fatos do Mundial de Clubes
» Monte o time ideal do Corinthians para o Mundial de Clubes
» Vai seguir o Corinthians no Japão? Conte sua história!

No momento do lance, a torcida japonesa gritou um “aaaaaaaah”, porém logo foi silenciada pela organizada do Sanfrecce. Os nipônicos passaram a gritar o nome do time e tentar incentivá-lo a buscar o empate, mas o placar seguiu no 2 a 1 para o Al Ahly, que será o rival do Corinthians na semifinal do torneio.

O lance lembrou em muito o duelo entre Vasco e Corinthians pela Copa Libertadores. O ex-vascaíno Diego Souza recebeu também pela esquerda e, livre, tocou na saída do goleiro corintiano Cássio e viu a bola sair rente à trave. Em seguida, o Corinthians marcou com Paulinho e se classificou para a semifinal do torneio.

Sato, autor do gol japonês no primeiro tempo, ainda teve a chance de se redimir aos 39min. Depois de uma ótima triangulação, ele recebeu na esquerda e chutou forte, porém parou nas mãos de Ekramy. Posteriormente, o Sanfrecce ainda tentou em alguns lances e logo viu a sua eliminação com o apito do árbitro equatoriano Carlos Vera.

Torcida

O Estádio de Toyota não lotou, mas o público de 27 mil pessoas viu um show à parte da torcida organizada do Sanfrecce. O campeão japonês contou com o apoio dos cânticos de fanáticos sob os flocos de neve que caíram a partir da metade do primeiro tempo, lembrando em muito os torcedores de clubes argentinos.

Mesmo com a desvantagem no placar, a torcida – toda vestida de violeta (cor do clube), munida de tambores e com faixas que lembravam torcidas de cavaleiros medievais -,  não parou em momento algum de cantar e, mesmo após o gol incrível perdido por Sato, eles logo passaram a gritar Sanfrecce. O único momento de silêncio foi após o apito final.

Números frustrantes

Pelas estatísticas, o Sanfrencce merecia melhor sorte e chegar à semifinal. O campeão japonês chutou 11 vezes ao gol e seis acertando a meta, contra oito chutes dos egípcios. Os nipônicos também tiveram mais posse de bola (52%) e cinco escanteios, contra nenhum dos campeões da África.

Vilão

Além de Sato, o outro vilão da eliminação japonesa foi o veterano Aboutrika, conhecido como o “rei” do Al Ahly. O camisa 22, de 34 anos, anotou o gol de desempate aos 22min da segunda etapa após receber a bola livre pela direita, chutando sem chance para o goleiro Masuda (substituiu ainda na primeira etapa o lesionado Nishikawa). O outro gol egípcio foi anotado ainda no primeiro tempo por Elsayed Hamdi, aos 15 min.

Semifinal

Clube africano do século XX, segundo a Fifa, o Al Ahly tentará na quarta-feira se juntar ao Mazembe e se tornar o segundo time do continente a disputar uma final do Mundial de Clubes. O time comandado por Hossam El Badry irá encarar o Corinthians no mesmo Estádio de Toyota.

Terra Terra