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Segunda, 18 de dezembro de 2006, 11h18 Gremistas dizem que pênalti sobre Ronaldinho mudaria jogo |
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Opine: você acha que o suposto pênalti poderia mudar a história do jogo?
Formado nas categorias de base do time tricolor, Ronaldinho partiu para cima de Fernandão ainda no primeiro tempo e foi tocado dentro da área. O meia colocou na frente e levou vantagem. Na seqüência, foi derrubado pelo zagueiro Índio.
"Achei pênalti nos dois lances", atesta Valdir Espinosa, técnico do Grêmio na conquista do Mundial sobre o Hamburgo, em 1983. "O Ronaldinho foi tocado pelas costas. Se o juiz apitasse, ninguém poderia reclamar", completou o treinador em entrevista ao Terra Esportes.
Para Espinosa, o fato de Ronaldinho ter sincronizado sua velocidade para propiciar o choque com o zagueiro não elimina o pênalti. "Não existe essa história de esperar ou desviar. O jogador não tem que correr mais ou menos, ele não precisa mudar de velocidade", afirmou.
Titular na conquista do Mundial, o ex-zagueiro Jorge Baidek também viu pênalti. "O Ronaldinho foi muito inteligente. Se ele cai no primeiro lance, é pênalti, porque o Fernandão toca na perna dele", declarou o empresário ao Terra Esportes.
Para Espinosa, um gol neste momento mudaria os rumos do jogo. "Ainda mais diante de uma equipe como o Barcelona. O time poderia tocar a bola até terminar o jogo, só fazendo a bola andar", afirmou. "Se o Barcelona começasse na frente, seria diferente", completa Baidek.
O treinador ainda lembrou que o placar adverso logo no primeiro tempo poderia comprometer o lado psicológico do time brasileiro no restante do confronto. "Além de tudo, ainda teria o desequilíbrio emocional", apontou Espinosa.
No entanto, o treinador reconhece o mérito do Inter na conquista, assim como Jorge Baidek. "O Barcelona teve mais chances, mas o Inter foi mais objetivo nos momentos cruciais. Como o Inter fez o gol a poucos minutos do final, o Barcelona não teve mais tempo para reagir", comentou.
Libertadores
A Copa Libertadores da América da próxima temporada pode abrigar batalhas memoráveis, já que os dois rivais estão classificados para o torneio continental. O título mundial do Inter acirra ainda mais os ânimos para 2007.
"Para o Grêmio, a Libertadores começou quando o juiz apitou o final do jogo de ontem. No ano que vem, os dois rivais lutarão pelo bicampeonato mundial. Quem ganhar o segundo título, vai realmente levar vantagem dentro da rivalidade", projetou Espinosa.