Mundial Feminino de Futebol 2007

Mundial Feminino de Futebol 2007

Quinta, 27 de setembro de 2007, 23h27 

Maycon mantém pés no chão, mas cutuca EUA

Ricardo Setyon
Direto de Hangzhou
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Mesmo depois de ter uma boa atuação na goleada do Brasil sobre os EUA, nesta quinta-feira, por 4 a 2, pelas semifinais do Mundial feminino de futebol, disputado na China, a lateral-esquerda Maycon não se deixa levar pelo entusiasmo, mesmo aproveitando a ocasião para alfinetar os rivais.

"O que vier, está de bom tamanho pra nós. Não interessa se são americanas, japonesas ou marcianas. Nosso negocio é bola e samba no pé. E como jogamos com alegria, a coisa fica mais tranqüila para nós", disse Maycon.

"Temos vontade de jogar, de driblar, de fazer do nosso serviço com prazer. Então, meu filho, manda vir tufão, manda vir americano que acha que nós somos violentas que estamos prontinhas para tudo", declarou.

A jogadora que deu assistências até agora, neste Mundial é também a primeira a fazer a organização para o pagode das meninas. Maycon, aliás, aproveitou a oportunidade para cutucar os rivais.

"Ficaram falando que nós não somos leais, que entramos pelas costas contra as americanas, ate falaram que o Brasil não tinha lugar entre as semifinalistas porque não éramos campeãs do mundo... as americanas não viram a cor da bola!", declarou.

"Eu só respondo uma coisa para essa gente: o Brasil veio para ser campeão do mundo e sairemos daqui campeãs. Anota isso ai! A equipe está de parabéns, uma jogou hoje pela outra. Uma família está sempre unida e essa família aqui, chamada Seleção Brasileira, nunca quebra", disse.

"Estamos unidas para o que der e vier. Hoje provamos que somos uma família e estamos fechadas entre nós. Essa conversa de que somos violentas cansou. Esses americanos têm de lembrar que quem tem boca fala o que quer!", provocou Maycon.

"Acho que quem viu gostou e as bocas que antes falavam que a gente era desleal, agora, estão falando da gente como se fôssemos gênios. Falaram mais do que deviam, agora tem que ficar quietinhas... ou vir dar tapinha nas nossas costas, falando que estamos de parabéns", atestou.

Redação Terra