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Quinta, 27 de setembro de 2007, 23h41 Goleada do Brasil sobre os EUA tem confusões em campo |
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A semifinal entre Brasil e Estados Unidos, vencida pelo time verde e amarelo por 4 a 0, nesta quinta-feira, em Hangzhou, não foi marcada apenas pela bela apresentação da Seleção. Confusões em campo no dia em que os EUA sofreram sua maior derrota na história dos Mundiais também foram vistas, em vários níveis.
Mas a Fifa, mesmo com a presença de seu presidente, Joseph Blatter, no estádio, não conseguiu trazer explicações sobre algumas "atividades raras" que ocorreram no local. O duelo desta quinta já teve discussões em campo quando o gol contra de Osborne foi erroneamente indicado na súmula, sendo creditado a Shannon Boxx. Sem mais explicações, as informações da Fifa foram corrigidas.
Foi a vez de tentar saber da entidade que rege o futebol mundial o que acontecia no campo, já que, por quatro vezes, o jogo foi interrompido para tratamento de atletas, principalmente brasileiras, que, caídas, causavam a paralisação do jogo.
Assim mesmo, a Fifa não concedeu em momento algum, de forma oficial, o recurso do tempo técnico, utilizado para eventos exatamente como os que aconteceram durante o jogo: calor extremo ou paralisação por lesão. A Fifa permite os dois minutos de tempo para as jogadas se hidratarem e conversar com a comissão técnica.
O tempo técnico não foi concedido, mas a partida perdeu cerca de 7 a 8 minutos de jogo devido às paradas. Outro detalhe foi a saída das duas equipes de campo, no fim da partida, acontecendo de uma forma rápida, surpreendendo a todos.
Repentinamente, com o apito da juíza Nicole Petignat, da Suíça, as equipes foram solicitadas a irem rapidamente ao seus vestiários, pois a umidade estava alta e o estádio cheio. "Queríamos ter o máximo de tranqüilidade, por isso solicitamos a entrada rápida das equipes aos vestiários", respondeu um membro da Fifa.
Mas o que mais chamou a atenção foi o que ocorreu no intervalo, quando a equipe norte-americana entrou primeiro em campo e esperou cerca de 4 minutos sozinha. Quando o Brasil voltou, tudo estava pronto para o reinício da partida, mas não havia arbitro em campo.
Petignat e suas auxiliares Karine Vives Solana e Corinne Lagrange, ambas francesas, simplesmente não saiam dos vestiários. As varias tentativas de explicar o atraso foram em vão.
O que se viu foi uma agitação grande à beira do gramado, por parte dos membros da organização que gesticulavam muito. Tudo só piorou quando o treinador dos EUA, Greg Ryan, começou a exigir que a Fifa tomasse providencias.
"Mas o que poderíamos fazer? Tirá-la à força de seu vestiário?", questionou uma oficial da Fifa, que negou a dar seu nome e cargo.