Mundial Feminino de Futebol 2007

Mundial Feminino de Futebol 2007

Sábado, 29 de setembro de 2007, 16h30  Atualizada às 16h33

Após polêmica, musa dos EUA pode seguir no banco

Ricardo Setyon
Direto de Xangai
AP

Goleira Solo ainda não aceitou a mudança no gol dos Estados Unidos
Busca
Saiba mais na Internet sobre:
Busque outras notícias no Terra:

O treinador Greg Ryan, dos Estados Unidos, que barrou a goleira Hope Solo da partida contra o Brasil, pelas semifinais do Mundial Feminino de futebol, ainda não sabe qual jogadora será a titular da posição para o confronto deste domingo contra a Noruega, que decide o terceiro lugar da competição.

» Brasil treina antes de final
» Jornal elogia Marta e Brasil
» Alemanha tem "dia de Brasil"
» Brasil x Alemanha terá arbitragem "discutível"

Após a goleada por 4 a 0 sofrida para o Brasil, que a Federação de Futebol dos Estados Unidos considerou "intolerável pela dimensão", o treinador tem sido apontado como principal responsável pela eliminação norte-americana por parte da imprensa do país.

Enquanto torcedores e jornalistas dos Estados Unidos cobram a volta de Hope Solo no lugar da experiente Brianna Scurry, a imprensa já começa a especular novos nomes para o comando da equipe, que perdeu uma invencilidade de 51 partidas. Para o jornalista norte-americano Graham Hays, do canal esportivo ESPN, "a Solo é a goleira número um dos Estados Unidos".

O próprio treinador acredita que a equipe chega em uma condição desfavorável à partida deste domingo, com as atletas visivelmente abatidas e abaladas. "O time tem que superar essa situação. As coisas saíram de proporção e precisamos resolver isso rápido", disse.

Já Solo, eleita pelos jornalistas como uma das mais belas jogadoras do Mundial e que afirmou que tinha o sonho de enfrentar o Brasil, mostrou que ainda não aceitou a substituição de última hora.

"Foi uma decisão errada. Eu acho que o qualquer pessoa no mundo, que conhece qualquer coisinha de futebol, sabe que não se deve trocar de goleira antes de uma partida decisiva", disse a goleira, que não deixou de criticar a veterana Scurry.

"Não tenho dúvidas na minha cabeça que eu conseguiria fazer aquelas defesas. Acho que as pessoas têm que viver do presente e não do passado. Você não pode viver em um time como os Estados Unidos, somente em base de alguns nomes", disse Solo, em clara referência à história da experiente goleira, titular da equipe nos Mundiais de 1995, 1999 e 2003.

Em resposta à insatisfação da goleira, o treinador Ryan afirmou que não aprovou as críticas. "Há muitas goleiras nos Estados Unidos. Espero algum tipo de desculpas", disse.

Redação Terra