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Domingo, 30 de setembro de 2007, 13h21 Capitã não acredita em maior incentivo após vice |
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Capitã da Seleção Brasileira, a zagueira Aline não acredita em mudanças na situação do futebol feminino no País após o vice-campeonato no Mundial da China. Depois da derrota na decisão deste domingo, contra a Alemanha, a brasileira disse com lágrimas nos olhos que nada deve mudar com o resultado inédito.
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"Chegamos aqui com muitas dificuldades e sem apoio algum. A tendência é voltarmos para o Brasil sem nada", afirmou a capitã, desacreditando em uma melhora na organização da modalidade.
Muito emocionada, Aline estava com o olhar perdido, mas contou que após o jogo, numa reunião improvisada em uma parte do campo, as jogadoras da Seleção se comprometeram a não desanimar com o vice-campeonato e a falta de incentivo.
"Conversamos sobre termos começados todas juntas e assim vamos até o fim. No Brasil, as coisas são muito difíceis. O segundo lugar não vale nada", desabafou.
Aline ainda disse que a organização da competição feminina nacional, anunciada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para outubro, não resolve o problema do esporte no Brasil.
Em sua opinião, primeiro deveria haver organizações regionais. "Precisaríamos que entre cinco e oito estados tivessem campeonatos competitivos para poder formar uma base", disse.
A atacante Cristiane tem a mesma visão de Aline e ressalta que as mesmas promessas foram feitas após a medalha de prata da Seleção feminina na Olimpíada de Atenas.
"Todas aqui tem o mesmo sentimento. O mesmo aconteceu após a Olimpíada de Atenas. Muito se falou e nada mudou nestes últimos três anos", afirmou.