Mundial Feminino de Futebol 2007

Mundial Feminino de Futebol 2007

Domingo, 30 de setembro de 2007, 13h21  Atualizada às 13h24

Capitã não acredita em maior incentivo após vice

Allen Chahad
Antonio Prada
Ricardo Setyon
Direto de Xangai
Reuters

Para Aline, situação do esporte no Brasil não deve mudar
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Capitã da Seleção Brasileira, a zagueira Aline não acredita em mudanças na situação do futebol feminino no País após o vice-campeonato no Mundial da China. Depois da derrota na decisão deste domingo, contra a Alemanha, a brasileira disse com lágrimas nos olhos que nada deve mudar com o resultado inédito.

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"Chegamos aqui com muitas dificuldades e sem apoio algum. A tendência é voltarmos para o Brasil sem nada", afirmou a capitã, desacreditando em uma melhora na organização da modalidade.

Muito emocionada, Aline estava com o olhar perdido, mas contou que após o jogo, numa reunião improvisada em uma parte do campo, as jogadoras da Seleção se comprometeram a não desanimar com o vice-campeonato e a falta de incentivo.

"Conversamos sobre termos começados todas juntas e assim vamos até o fim. No Brasil, as coisas são muito difíceis. O segundo lugar não vale nada", desabafou.

Aline ainda disse que a organização da competição feminina nacional, anunciada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para outubro, não resolve o problema do esporte no Brasil.

Em sua opinião, primeiro deveria haver organizações regionais. "Precisaríamos que entre cinco e oito estados tivessem campeonatos competitivos para poder formar uma base", disse.

A atacante Cristiane tem a mesma visão de Aline e ressalta que as mesmas promessas foram feitas após a medalha de prata da Seleção feminina na Olimpíada de Atenas.

"Todas aqui tem o mesmo sentimento. O mesmo aconteceu após a Olimpíada de Atenas. Muito se falou e nada mudou nestes últimos três anos", afirmou.

Redação Terra