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Segunda, 1 de outubro de 2007, 17h46 Brasileiras se despedem da China com "até logo" |
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A Seleção Brasileira feminina de futebol deixou a China na manhã desta segunda-feira levando de volta o vice-campeonato do Mundial da Fifa e aguardando o retorno ao país no ano que vem para a disputa da vaga para a Olimpíada de Pequim.
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Como o Mundial não dá direito a nenhuma vaga para os Jogos Olímpicos, as brasileiras disputarão uma repescagem, em partida única na cidade de Beijing, em abril do ano que vem, devido a outro vice-campeonato conquistado, o do Sul-Americano, disputado no ano passado em Mar Del Plata, na Argentina.
A adversária no confronto para a vaga olímpica é a seleção de Gana, que conquistou o segundo lugar africano de seleções.
Na disputa do Sul-Americano, em novembro de 2006, as argentinas superaram as brasileiras na decisão por 2 a 0, que na ocasião estavam desfalcadas da goleira Andréia, da zagueira Tânia, da meio-campista Formiga e das atacantes Kátia Cilene e Marta, eleita melhor jogadora do Mundial. Com o título, as rivais argentinas já garantiram vaga para Pequim-2008.
O treinador de goleiros da Seleção, Luis Castegnaro, considera que o atual modelo de eliminatórias é injusto, mas acredita que a equipe brasileira estará na Olimpíada.
"Será uma só partida e realmente isso tudo pode ser injusto, mas é assim. Jogar uma só vez e não ter a certeza que estará na Olimpíada pode ser cruel, mas somos profissionais e sabemos do potencial das meninas, assim como elas sabem o que fazer", disse um dos mais experientes profissionais da comissão técnica brasileira.
O presidente do Saad, maior clube "fornecedor" de jogadores à Seleção, Romeu Castro, criticou a preparação realizada no Sul-Americano da Argentina, mas também acredita na classificação brasileira à Pequim.
"Perdemos o Sul-Americano por falta de preparação e até de jogadoras. Para a Olimpiada isso não deve ocorrer, nem pode acontecer. Ter um time completo, com as estrelas vice-campeãs do mundo e não chegar à Olimpíada será um grande fracasso. Mas se jogarmos direitinho, creio que não haverá problemas. Este Brasil é mais forte do que nunca e devemos conseguir ganhar", disse.