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Newell’s elimina o Boca Juniors após maratona nos pênaltis

29 mai 2013
22h10
atualizado às 23h29

Foi sofrido, mas o Newell’s Old Boys conseguiu avançar às semifinais da Copa Libertadores da América. Jogando em casa, a equipe argentina de Rosário repetiu nesta quarta-feira o 0 a 0 do primeiro jogo com o Boca Juniors, mesmo com um jogador a mais em boa parte do segundo tempo (Clemente Rodríguez acabou expulso). Nos pênaltis, confirmou a classificação com um triunfo por 10 a 9 em uma verdadeira maratona, que teve 26 cobranças.

O primeiro a bater - e a errar - foi Juan Román Riquelme, astro do Boca. Para a sorte dele, Cáceres também desperdiçou a sua penalidade. Assim como Caruzzo e Urruti. Depois de uma série de cobranças, com acertos e falhas dos dois lados, o ex-corintiano Martínez (ele já havia acertado uma vez) foi o último a pecar da marca da cal. Maxi Rodríguez conferiu para classificar o Newell’s.O jogo - Atuando como visitante e em pior momento do que o seu adversário, o Boca Juniors foi a campo com a mesma estratégia que surtiu efeito contra o Corinthians, nas quartas de final. A meta do técnico Carlos Bianchi era conter as investidas e enervar o Newell’s Old Boys, deixando Riquelme a postos para fazer a diferença quando tivesse a oportunidade.

Apesar de tentar adotar uma postura mais ofensiva, o Newell’s também não chegava a criar grandes chances para abrir o placar. O time da casa exagerava nos lançamentos longos. Do outro lado, Riquelme teve a sua primeira boa participação no jogo aos 28 minutos, quando tabelou com Blandi e bateu colocado. A bola foi para fora.

No final do primeiro tempo, cada time ainda incomodou uma vez a defesa rival. O veterano Heinze salvou o Newell’s ao dar um bico para o alto em uma sobra de bola na pequena área, que Blandi já estava pronto para aproveitar. A resposta veio com chute de fora da área de Mateo, levando perigo ao goleiro Orión.

O Boca aperfeiçoou a sua tática no segundo tempo, com Erviti e Somoza muito seguros para atrapalhar a armação do Newell’s. Riquelme também tentava cumprir o seu papel. Aos dez minutos, o experiente meio-campista fez belo corte na defesa e cruzou na pequena área. Com um leve desvio, o desequilibrado Blandi mandou a bola na trave.

Logo em seguida ao lance anterior, no entanto, o Boca acabou em desvantagem numérica dentro de campo. Clemente Rodríguez fez uma falta para evitar o contra-ataque do Newell’s, encarou o árbitro Germán Delfino e acabou expulso. De imediato, Bianchi colocou Zárate no lugar de Blandi.

Com mais espaços para atacar, o Newell’s foi à frente com Orzán na vaga de Pablo Pérez. Mas não soube tirar vantagem do fato de atuar com um atleta a mais contra um Boca que passou a aguardar a disputa de pênaltis. Os lances de maior perigo dos mandantes ainda eram construídos com conclusões de fora da área.

Na inevitável disputa por pênaltis, o equilíbrio entre os times argentinos voltou a prevalecer. Riquelme errou a sua primeira cobrança (acertou a segunda que teve), assim como alguns de seus colegas de profissão. O último a falhar foi Martínez, atacante que defendia o Corinthians até o ano passado. Maxi Rodríguez decretou o 10 a 9 a favor do classificado Newell’s Old Boys.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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