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Neymar calça "botas" para ajudar crianças com necessidades especiais

7 jul 2015
22h15
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Mais de duas semanas após ter saído da Copa América de forma antecipada devido a uma suspensão, Neymar entrou em campo nesta terça-feira para ajudar crianças com necessidades especiais e marcar o maior gol da vida delas.

O campo de futebol do Instituto Neymar Jr., em Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi hoje palco do torneio Bota do Mundo. O evento é apadrinhado pelo craque do Barcelona e disputado por 16 crianças da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que realizaram o sonho de jogar com alguns de seus ídolos.

Rodeadas de flashes, as pequenas estrelas subiram nos pés de alguns jogadores nacionais, aos quais ficaram amarrados durante mais de duas horas graças a algumas botas de velcro que juntavam seus calçados aos dos profissionais.

Emocionados, com a alegria visível em seus rostos, os garotos participaram de uma disputa de pênaltis com a ajuda dos atletas, que tiveram uma autêntica lição de superação.

"Isto serve para aprender a dar valor às coisas. Saio daqui mais motivado", disse à Agência Efe o meia Felipe Anderson, da Lazio, que participou do evento beneficente liderado por Neymar.

A tarefa dos jogadores do dia, tanto os profissionais quanto os mirins, não foi fácil. No gol estava o goleiro Getúlio, um menino de 10 anos amante do futebol e que tem problemas de mobilidade na parte inferior do corpo devido a uma paralisia cerebral.

Uma das mascotes da Alemanha durante a Copa, Getúlio saltou em todas as penalidades sem titubear, embora não sem antes falar com os vários jornalistas que buscavam uma declaração do pequeno craque.

"Me sinto realizado por conhecer Neymar. Trouxe um presente para ele, e, caso veja este vídeo, mando um abraço para ele", disse o garoto, que, brincalhão, se atraveu a improvisar em espanhol a narração de um gol do Barça.

Como torcedores fanáticos, os pais das 16 crianças as apoiavam a cada movimento em campo. "Não tem preço ver nossos filhos felizes, nos braços de jogadores", vibrou Juraci Silva, mãe de uma criança de seis anos com paralisia cerebral.

O idealizador do Bota do Mundo, Daniel Correa de Mattos, disse que o torneio serve para que os pequenos participantes possam sonhar e superar barreiras.

"No Brasil, todas as crianças sonham ser jogadores, e estes meninos têm que aprender a lidar com essa frustração desde muito pequenos. Com este tipo de iniciativas aprendem que todos somos iguais", comentou Daniel.

Se a alegria das crianças já era grande ao lado de atletas como o meia-atacante Nenê, ex-jogador de Palmeiras e Santos e que no último semestre defendeu o West Ham, ela se tornou imensurável quando Neymar apareceu carregando seu filho no colo para entregar os troféus aos vencedores.

"Estou feliz por este projeto que está saindo do meu instituto, pelo carinho destas crianças, que não têm nenhuma maldade. Acho que isso para mim é a melhor coisa do mundo, e estar ajudando no bairro em que fui criado é uma honra", declarou o capitão da seleção brasileira.

EFE   

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