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Futebol

 
 

Renato Gaúcho chora muito ao deixar o Vasco

13 de abril de 2007 18h59 atualizado às 21h01

Em coletiva realizada na tarde desta sexta-feira, foi anunciada oficialmente a demissão do técnico Renato Gaúcho. O treinador esteve muito emocionado durante a entevista e não conseguiu conter as lágrimas. Em quase dois anos de clube, Renato realizou boas campanhas, apesar de não ter conquistado nenhum título.

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"Saio triste, mas orgulhoso. No atual momento do futebol brasileiro, é difícil a permanência de um treinador durante quase dois anos em um grande clube como o Vasco. Prometi virar ídolo da torcida e consegui este objetivo. Saio com a consciência tranqüila neste tempo de trabalho, mas com uma frustração de não ter dado um título para o clube", afirmou.

Presidente do Vasco, Eurico Miranda fez questão de poupar Renato de qualquer crítica. Segundo ele, a parceria entre o clube e o treinador não estava mais gerando frutos para ambas as partes.

"No Vasco ninguém demite. Houve um consenso. Não foi motivado pelos últimos resultados, foi uma decisão em comum acordo entre eu e o Renato, visando ao bem do clube e do treinador", disse.

"Tudo que foi dito nos últimos dias não procede, contra ou a favor. Trabalho com outras pessoas, mas a decisão final é minha. Não demiti o Renato, gosto muito dele. Mas, preocupado com o seu futuro profissional, que é promissor, achamos melhor dar um tempo. O Renato tem as portas abertas no Vasco", garantiu.

O dirigente disse ainda que não tem pretendentes para a vaga aberta no comando do time. "Não comecei a pensar em nomes de substitutos. O profissional que será contratado terá de ter o perfil do clube, tem de ter orgulho em trabalhar aqui. Os profissionais que trabalharam aqui e não foram demitidos se enquadram nesse perfil".

De acordo com Eurico, o nome de Antônio Lopes não está descartado. "O (Antônio) Lopes é um bom nome, mas não significa dizer que ele será o próximo treinador. Gosto dele, que tem uma história no Vasco e também tem as portas abertas no clube", ressaltou.

Apontado por muitos como um dos motivos para o fracasso do time de São Januário no primeiro semestre, o projeto dos mil gols de Romário foi defendido pelo cartola vascaíno.

"É preciso parar de tentar encontrar chifre na cabeça de cavalo porque unicórnios não existem. Está mais do que claro que o projeto do milésimo gol é do Vasco e o Renato sabia disso. Se causou prejuízos ao Vasco ou se desagradou, não cabe discussão. Ninguém está livre do projeto do milésimo. Eu, como presidente, o próximo treinador, todos os jogadores. É uma decisão irreversível. Isso não foi motivo de desgaste. O milésimo gol está acima de qualquer outro projeto no momento". decretou.

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