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Futebol

 
 

Médico processa o Corinthians

03 de julho de 2003 21h33

São Paulo - Joaquim Grava, médico do Corinthians durante 24 anos e demitido em fevereiro deste ano, está processando o clube. Entre horas extras e premiações por títulos, o valor da ação pode chegar a mais de R$ 1 milhão pelo longo período em que Grava trabalhou no Parque São Jorge.

A ação foi impetrada na 44ª Vara do Trabalho e o Corinthians já foi notificado. A primeira audiência será no dia 12 de agosto. Ricardo Inocente é o advogado contratado por Joaquim Grava.

O médico reconhece a projeção que o clube lhe deu, mas reclama da forma como saiu. "Eu tinha 24 anos de clube. E o senhor Roque Citadini (vice-presidente corintiano) não quis nem saber disso. Ele e o Edvar Simões (gerente de futebol) só me mandaram embora sem justificativa alguma. Tenho meus direitos e vou cobrá-los".

Grava afirma ainda que a saúde financeira do seu consultório melhorou depois da saída do Corinthians. "Agora tenho mais tempo", diz.

A demissão de Grava nunca foi explicada pela diretoria, mas teria como causa o mau relacionamento entre o ortopedista, que era chefe do departamento, e o fisiologista Renato Lotufo.

Lotufo ganhou maior notoriedade este ano, ao intermediar o empréstimo da máquina GO2, cedida pela UFRS e que simula o ar rarefeito em grandes altitudes. A máquina, usada para melhorar o desempenho do time na Libertadores, teria sido o estopim do confronto.

Lancepress!