Rio - Sem poder contar com Edmundo nas últimas cinco partidas, o técnico Mauro Galvão acredita que agora terá de volta uma referência no ataque vascaíno. Segundo o treinador, com o Animal em campo, os adversários ficarão mais preocupados com a marcação.
"Seria melhor se o Edmundo já estivesse jogando. Espero que ele volte com tudo. O Edmundo foi contratado para ser a nossa referência e a presença dele sempre causa uma preocupação no adversário", disse o treinador.
Porém, com a trégua entre as suas principais estrelas, Edmundo e Marcelinho, Mauro Galvão não quis alimentar nenhuma polêmica e disse que ainda não definiu quem cobrará os pênaltis da equipe.
"Ainda não pensei nisso. O capitão será o Edmundo e o Marcelinho já sabia disso. O pênalti é uma questão técnica e ainda vou conversar com os dois", disse Mauro Galvão, que apesar de não revelar o nome do cobrador, já tinha este detalhe definido.
Porém, em uma entrevista recente, Edmundo afirmou que preferia cobrar os pênaltis a ser o capitão do time vascaíno. Rivalidades e brigas à parte, Mauro Galvão está feliz com o retorno do Animal e do meia Beto.
"O Beto também é uma peça importante para o time. Ele vinha jogando e estava subindo de produção", disse Mauro Galvão.
DEFESA
Depois das seguidas falhas nas últimas partidas, Mauro Galvão decidiu fazer duas mudanças na defesa. Saem Wellington Paulo e Wellington Monteiro para as entradas do zagueiro Henrique e do lateral-direito Russo.
No treino desta sexta-feira em São Januário, os dois Wellingtons sequer participaram do coletivo. Enquanto Monteiro ficou treinando finalizações atrás de um dos gols, Paulo correu em volta do gramado.
Se o clima não estava muito bom para os dois jogadores, Russo e Henrique eram só alegria.
"É o momento deles jogarem. O Russo apóia mais e jogando em casa precisamos disso. Já o Henrique estávamos esperando a sua regularização para ele jogar", explicou o técnico Mauro Galvão.
O zagueiro Henrique, que já atuou no Vasco, foi contratado junto ao Litex, da Bulgária, e contou porque resolveu voltar ao Brasil.
"Eu era discriminado o tempo todo. Nos treinos, os companheiros cuspiam no nosso rosto por causa de jogadas mais duras. Uma vez me irritei, dei um soco na cara de um deles e saí correndo para não me baterem", disse Henrique, campeão do Torneio Rio-SP, em 99, e da Copa Mercosul e João Havelange, em 2000.
Já o lateral-direito Russo, admitiu que não vinha tendo boas atuações e que estava pecando na marcação. "Estava mal na marcação e estou procurando melhorar", disse.
- Lancepress!


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