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 "Já saí no tapa com o Edmundo", diz Edílson
10 de outubro de 2003 23h21

Rio - Poucos dias antes do clássico contra o Vasco, que acontece o domingo, o atacante Edílson revelou nesta sexta-feira que já brigou com Edmundo, adversário na próxima partida, quando jogavam pelo Palmeiras.

"Já saí no tapa com o Edmundo, ninguém sabe disso. Foi em um jogo no Parque Antarctica ,contra o Bragantino. Brigamos no vestiário, durante o intervalo, e fiquei quatro meses jogando com ele, mas sem falar", revelou.

O atacante garante que a situação já está resolvida e até defendeu o atacante vascaíno. "Reatamos a amizade e ela voltou até mais forte do que era antes", declarou Edílson, sem revelar, no entanto, o motivo do desentendimento.

O Animal também afirmou que o fato já faz parte do passado. "Eu nem me lembro mais do que aconteceu naquele episódio. Não tivemos nenhum problema sério no Palmeiras", disse.

Após a briga, Edmundo foi até padrinho do casamento de Edílson com Ivana. Aos poucos, os dois foram mudando, dizem ter amadurecido. Mas o Capetinha não esquece as diabruras aprontadas pela dupla.

"Foram várias. Algumas nem dá pra falar. Éramos jovens e conhecíamos a parte boa do futebol. Saíamos à noite, curtíamos a vida e jogávamos muita bola. Em campo, dávamos conta. Apanhamos, demos tapa em juiz, brigamos com técnicos e fizemos ótima dupla de ataque".

Dizer que o tempo dos dois passou, é algo que incomoda Edílson. Ele diz que ambos ?correm mais do que garotos de 18 anos?.

O atacante rubro-negro disse que concorda com tudo que Edmundo falou sobre os salários atrasados no Vasco.

"Se formos ver bem, a situação dele é igual a da maioria dos jogadores no Brasil. Aquilo foi um protesto. Chega um momento que a gente é muito cobrado por tudo que já fez e fica complicado jogar estando atrás na tabela. Quando chega em campo, é uma grande salada. Assino embaixo em tudo que ele falou", afirmou.

Além de reclamar dos salários atrasados, o atacante vascaíno se queixou de ter sido xingado pelo árbitro Luciano Almeida e de ter sido vaiado pela torcida após errar seu primeiro passe no jogo.

Mesmo com o Flamengo sem chances de conquistar o título ou mesmo a vaga na Libertadores, Edílson encontra motivação para o jogo de domingo.

Afinal, para ele vencer o Vasco será uma festa. "É simples. A rivalidade é grande. O Flamengo pode até cair para a Segunda Divisão, que não é o nosso caso, mas não pode perder para o Vasco".

ANIMAL

Mesmo sendo amigo de longa data do rubro-negro Edílson, o Animal sabe que dentro de campo a rivalidade vai falar mais alto.

"O Edílson é um grande parceiro. Ele é um cara que eu gosto muito, mas perdemos um pouco o contato por causa das mudanças de clube. Mas no jogo de domingo, a amizade terá que ser esquecida dentro de campo", disse Edmundo.

Parceiros no Palmeiras na conquista do bicampeonato brasileiro, em 1993 e 1994, os dois tem trajetórias parecidas ao longo carreira. Além da passagem pelo alviverde paulista, Edmundo e Edílson atuaram no Japão, no Flamengo, na Seleção e no Corinthians, mas em momentos diferentes.

"A passagem pelo Palmeiras foi vitoriosa. Fizemos uma boa dupla por lá. É engraçado que tivemos uma trajetória muita parecida na carreira. Jogamos nos mesmo lugares, mas em períodos diferentes", disse.

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