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Futebol

 
 

Pelé "dribla" presentes na inauguração do Museu do Futebol

29 de setembro de 2008 23h23 atualizado em 30 de setembro de 2008 às 09h49

Ao lado do governador Serra, Pelé prestigia inauguração do Museu. Foto: Zanone Fraissat/Futura Press

Ao lado do governador Serra, Pelé prestigia inauguração do Museu
Foto: Zanone Fraissat/Futura Press

Na inauguração do Museu do Futebol, em São Paulo, o maior jogador de todos os tempos passou a perna nos presentes. Em uma jogada que muito lembrou algumas das exibidas no próprio museu, de 6.900 m², no Estádio do Pacaembu, Pelé teve a oportunidade de ver tudo de modo sossegado, sem marcação.

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No hall de entrada, dezenas de jornalistas esperavam uma fala, um aceno qualquer do protagonista da festa. Nada. Ou ao menos a sala Grande Área: paredes cheias de quadros que já davam mostra de que o museu mereceria de fato ser visitado. Por cerca de uma hora, imagens ampliadas de escudos, futebol de botão, mini-craques, taças, flâmulas, cinzeiros, óculos e canecas foram a visão de quem esperava por Pelé.

Na parte avessa das arquibancadas do Pacaembu, uma grade separava a imprensa dos convidados, os primeiros a ver de perto o espaço dedicado à celebração do esporte bretão, de origem elitista, mas que aos poucos "tornou-se brasileiro, popular e mestiço - espelho da nossa cultura", como bem aponta o material distribuído pelos organizadores.

Em um dos telões espalhados pela fachada do museu, sem firulas, o herói das conquistas das Copas de 1958 e 1970 disse que ficou surpreso ao saber que o ex-companheiro Zagallo guardou uma camisa que ele havia usado na Seleção, e que agora será parte dos objetos que ficarão expostos no novo museu paulista.

Foi então que, de longe, Pelé teve pessoalmente uma aparição repentina, cercado de inúmeros seguranças, até uma porta de acesso exclusiva. Assim, o ex-santista se foi. Ele já tinha visto tudo: ao vivo e em história.

Mas para os que ainda não viram o que viu o rei do futebol, o museu tem 15 salas dedicadas a temas variados, como a torcida, as Copas, as origens do futebol no País e grandes nomes da cultura nacional.

Orçado em R$ 32,5 milhões, o Museu do Futebol, iniciativa do Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo, foi inaugurado com a exposição temporária "As Marcas do Rei", uma homenagem a Pelé, mas só será aberto ao público a partir de quarta-feira, funcionando de terça a domingo e fechado sempre nos dias de jogos no Pacaembu.

Um dos destaques do novo museu é a acessibilidade. Em uma das salas, por exemplo, pessoas que não enxergam poderão tocar em diversas placas para ler, em braile, textos explicativos sobre o futebol. Em recurso semelhante ao Museu da Língua Portuguesa, também na capital paulista, o Museu do Futebol traz recursos multimeios, com vasto material em áudio e texto.

Ao todo, seis horas de vídeo estão disponíveis aos visitantes. Dentre as principais diversões, estão o simulador de cobranças de pênalti, três mesas de pebolim e uma sala interativa com um filme 3D (em terceira dimensão), com o meia-atacante Ronaldinho fazendo embaixadinhas.

Redação Terra