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 Edmundo se complica em processo por homicídio
15 de junho de 2004 10h05 atualizado às 10h05

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou por unanimidade o último recurso de Edmundo para tentar anular a pena de quatro anos e seis meses de detenção em regime semi-aberto. Com isso, pode ser expedido um mandado de prisão contra o atacante. Mas a defesa do jogador também pode fazer nova tentativa de impedir sua detenção.

Em 1999, a Justiça do Rio condenou Edmundo por homicídio culposo por causa do acidente de trânsito que resultou na morte de três pessoas: Joana Maria Martins Couto, que estava no carro de Edmundo, e de Alessandra Cristini Pericier Perrota e Carlos Frederico Brites Tinoco Pontes, que estavam no outro automóvel.

O atacante está liberdade graças a um habeas corpus obtido em outubro daquele ano. Mas o habeas corpus só favorecia o jogador enquanto não houvesse uma decisão definitiva (transitado em julgado).

Em 1 de junho deste ano, a sexta turma do STJ rejeitou o pedido de embargos de declaração dos advogados do atacante, que, teoricamente, era seu último recurso. Agora, o próprio tribunal pode fazer novo pedido de prisão contra Edmundo, que já dormiu duas noites no Ponto Zero em 1999.

A defesa do jogador pediu a anulação do processo ou redução da pena, transformando a detenção em restrição ao direito. Alegava erros no processo e que Edmundo era réu primário. Mas a suprocuradoria-Geral da República não aceitou as alegações da defesa, nem os ministros do STJ.

Procurado na noite desta segunda-feira, o advogado de defesa de Edmundo, Arthur Lavigne, disse que só comentaria a decisão do STJ nesta terça porque estava em uma reunião.

Retorno

Nesta segunda-feira, o médico Victor Favilla disse que Edmundo só estará liberado para participar de treinos coletivos a partir da semana que vem. Ele sofreu uma luxação no cotovelo direito no dia 24 de maio. Embora não use mais imobilização no braço, ainda existe uma preocupação com relação a possíveis choques.

Lancepress!