- Wanderley Nogueira
O futebol sempre foi considerado um esporte exclusivamente masculino, porém, está definição está mudando. Cada vez mais as mulheres estão conquistando espaço neste esporte, seja atuando em campo, na mída, na torcida e até na arbitragem.
No caso da arbitragem, o campo de trabalho poderia ser maior. Porém, por falta de espaço, a saída é ganhar dinheiro com eventos ligados ao futebol, conforme disse a assistente de arbitragem Graziele Crizol em entrevista ao Esportes Show do Portal Terra.
Graziele, que está ligada à Federação Paulista de Futebol e possui o escudo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), contou que através de jogos festivos conquista a maior parte da sua renda e até admitiu que este fato gera ciúmes em algumas colegas.
"Gera sim, tem algumas árbitras que se aproximam por causa dos eventos, mas já tenho o meu time de trabalho", afirmou a assistente ao jornalista Wanderley Nogueira.
Crizol contou algumas passagens da sua carreira, como sair do estádio com os colegas de arbitragem no carro da polícia no interior de São Paulo e os inevitáveis gracejos que partem da arquibancada e dos jogadores. Porém, nem a bela auxiliar escapa dos xingamentos. "A torcida xinga. Já os jogadores respeitam mais pelo fato de ser mulher", disse.
A assistente relembrou o seu primeiro trabalho em campo no Estádio do Pacaembu e admitiu que quando criança xingava os árbitros que apitavam os jogos do seu pai.
Considerada a nova musa da arbitragem, Graziele ainda contou que não tem como objetivo posar nua em revistas masculinas, já que isso não combina com seu trabalho voluntário com as crianças em São Paulo.
- Redação Terra
Assista agora »

Assista agora »
Assista agora »

