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 Bilardo nega ter traído Maradona e promete "contar tudo"
29 de julho de 2010 01h42 atualizado às 02h32

Ex-jogador disse que Grondona mentiu para ele no vestiário, e que Bilardo o traiu nos bastidores. Foto: AP

Ex-jogador disse que Grondona mentiu para ele no vestiário, e que Bilardo o "traiu" nos bastidores
Foto: AP

O coordenador técnico das seleções argentinas de futebol, Carlos Bilardo, negou nesta quarta-feira ter traído Diego Maradona. Sem citar nomes, questionou pessoas que influenciam o maior ídolo do futebol argentino, afirmando que vai "falar tudo" nos próximos dias.

Em seu programa na rádio La Red, de Buenos Aires, Bilardo respondeu às acusações feitas por Maradona horas antes, e disse que vai falar mais sobre o assunto no início da próxima semana, em entrevista coletiva que ainda será marcada em um hotel.

"Não quero que seja na sede da Associação do Futebol Argentino (AFA), pois minha intenção é tirar a entidade desta questão", destacou. Maradona foi dispensado da seleção argentina

Bilardo prometeu contar "tudo" na próxima semana "pelo bem da seleção argentina". Decepcionado com o desabafo de Maradona, Bilardo, que foi o treinador do ídolo na conquista da Copa do Mundo de 1986, no México, disse que "sempre deu a vida por ele".

"Cuidado. Eu sou campeão e vice-campeão do mundo! Dizem que eu dependia de Maradona. Por favor! Ele dependia de mim e de um grupo de jogadores, e todos juntos ganhamos o Mundial. Até a Copa do Mundo do México ele era uma promessa. Mas eu o defendi e o banquei até a morte", afirmou.

O secretário admitiu que aguentou "calado" os desmandos de Maradona e seu corpo técnico durante as eliminatórias sul-americanas para o Mundial da África do Sul "pelo bem da seleção argentina".

"Mas não posso me calar mais. Agora vou contar tudo, e vou aguentar as respostas que vierem. Que digam que sou 'maricas' ou que saí com 20 mil mulheres. Falarei tudo, pois fiquei calado, mas não estava dormido", afirmou.

Bilardo lembrou que disse que deixaria a seleção caso a AFA demitisse Maradona após a goleada por 6 a 1 que a Argentina sofreu em La Paz contra a Bolívia em jogo das Eliminatórias, em abril de 2009.

"Agora fico, porque vou controlar o que ocorre com a seleção. Se Diego fosse demitido, eu sairia. Mas como não foi...", afirmou, lembrando que a AFA não demitiu o treinador, mas decidiu não renovar o contrato, que valia até o fim da Copa.

Bilardo ainda disse que foi ele quem insistiu para que Maradona fosse contratado "como técnico, com a assinatura de um contrato de quatro anos", afirmando ainda que ele teve "tudo" para que pudesse trabalhar. Além disso, atacou alguns de seus colaboradores, sem dar nomes.

"Defendi e defendo Maradona, com quem tenho uma amizade de muitos anos. E estou certo de que ele não é culpado. O problema são as pessoas que o cercam, os bichinhos que o rodeiam", concluiu.

EFE
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