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 Capello pede "perdão" por má atuação da Inglaterra na Copa
09 de agosto de 2010 13h34 atualizado às 13h57

Fabio Capello comanda treino da seleção inglesa na manha desta segunda-feira. Foto: AP

Fabio Capello comanda treino da seleção inglesa na manha desta segunda-feira
Foto: AP

O técnico da seleção inglesa, o italiano Fabio Capello, se desculpou nesta segunda-feira pela má atuação da equipe na última Copa do Mundo, e disse que precisa "melhorar a mentalidade dos jogadores" visando uma campanha melhor nas Eliminatórias para a Eurocopa de 2012.

"Peço perdão aos torcedores, porque a atuação não foi boa. Sabemos que gastaram muito dinheiro e tempo para nos apoiar na África do Sul", disse.

Em entrevista coletiva relativa ao amistoso que a Inglaterra fará nesta quarta-feira em Wembley contra a Hungria, o primeiro desde o Mundial, o treinador italiano admitiu que espera um comportamento mais competitivo de seus comandados.

"Não jogamos com confiança, mas com medo. Não sei o que temos que fazer para melhorar a mentalidade dos jogadores", disse Capello, que comparou a atitude dos jogadores ingleses quando foram eliminados nas oitavas de final com uma goleada de 4 a 1 sofrida para a Alemanha, com a da Holanda na vitória sobre o Brasil e a da Espanha quando superou o Paraguai.

Capello também disse ter "aprendido muito" durante a última Copa, e garantiu ainda se sentir "capacitado para fazer algo por esta equipe".

Quanto à recente polêmica pela convocação de dois jogadores que posteriormente renunciaram à seleção - casos do zagueiro Wes Brown, do Manchester United, e do goleiro Paul Robinson, do Blackburn - o técnico negou que houvesse um problema de comunicação.

"Aceito as decisões. Robinson disse que queria ficar em casa. Falei com Brown aqui (no hotel da concentração). Expliquei a ele que não o convoquei para a Copa porque não havia jogado nos dois meses anteriores", disse.

"Mas ele me agradeceu e me contou que havia decidido não atender ao chamado", continuou Capello, "e é preciso aceitar o que (os jogadores) querem fazer".

EFE
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