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Parma tem falência decretada pela justiça da Itália

19 mar 2015
14h14
atualizado às 14h14
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A profunda crise financeira do Parma ganhou nesta quinta-feira seu capítulo mais dramático com a decretação de falência do clube por parte da Justiça italiana.

Apenas um dia após o presidente do Parma, Giampietro Manenti, ter sido detido dentro de uma investigação por lavagem de dinheiro, o juiz Pietro Rogato emitiu hoje uma sentença na qual afirma que as dívidas acumuladas do clube ultrapassam 218,4 milhões de euros, com um patrimônio líquido negativo de 46,69 milhões de euros, por isso considera que "o estado de insolvência parece evidente e irreversível".

Por falta de dinheiro para custear viagens, iluminação de seu estádio e pagar seus jogadores, o Parma já se viu obrigado a suspender duas partidas. A situação não é nova, já que em maio do ano passado, a Alta Corte de Justiça Esportiva da Itália impediu a equipe de participar da Liga Europa, e em dezembro o clube foi punido com a perda de um ponto no Campeonato Italiano por não pagar impostos referentes a algumas contratações. Além disso, por atraso de salários, perdeu mais dois pontos neste mês.

Por enquanto, está previsto que o Parma receba no domingo o Torino pela 28ª rodada do Italiano.

Ontem, o presidente do clube, Giampietro Manenti, foi detido junto com outras 21 pessoas em uma operação realizada pela Guarda de Finanza (polícia financeira italiana) por lavagem de dinheiro.

As primeiras investigações apontam que ele estava tentando obter apoios econômicos "para enfrentar a difícil situação de déficit do Parma" e que, por isso, "procurou uma organização criminosa para conseguir 4,5 milhões de euros", explicaram os responsáveis pela operação.

EFE   
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