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De Romário a André Negão: pais abrem portas, mas o futebol fecha | Prata da Casa
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De Romário a André Negão: pais abrem portas, mas o futebol fecha

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Em junho, Romário concedeu entrevistas a jornais europeus com uma novidade que, de certa forma, surpreendeu muita gente: Romarinho (não confunda com o atacante corintiano), seu filho que sequer tinha espaço entre os reservas do Vasco, jogaria pelo Barcelona B. A justificativa do deputado federal é que ele tinha muitos amigos no clube catalão, mas a transferência não ocorreu. Até o momento, as amizades de Romário só foram suficientes para que o filho, há poucos dias, fosse apresentado pelo Brasiliense.

Romarinho e Romário no Brasiliense (Foto: Divulgação)

Ainda que tenha feito seus gols em um ou outro momento, Romarinho sempre deixou a impressão de que só estava ali porque era Romarinho. Se fosse Joãozinho ou Paulinho, provavelmente não estaria. Como não está mais no Vasco também Rodrigo Dinamite: isso mesmo, o filho do presidente Roberto Dinamite, sem idade para seguir nos juniores, jogará pelo Duque de Caxias em 2013. O paternalismo no tratamento aos dois jogadores é só um dos aspectos que fizeram parte da vergonhosa atuação da base vascaína nos últimos dois anos. O auge, lamentavelmente, foi a morte do jovem Wendel Venâncio, 14 anos. 

Mas de volta ao nosso nepotismo, o Corinthians também testemunhou recentemente mais um caso que chegou ao fim. Fran foi cedido ao Paulista de Jundiaí após vários anos pela base corintiana. Ele é filho de Fran Papaiordanou, ex-diretor do clube e vice-presidente da Federação Paulista de Futebol. Ao deixar o Americana (hoje novamente Guaratinguetá) junto com Sérgio Guedes, há um ano, Evair acusou os proprietários do clube de que a demissão se devia a uma ordem não cumprida. Exatamente a que você pensou: escalar Fran. 

Ele não era o único caso desse gênero na base do Corinthians, em que atuava André Vinícius, hoje cedido ao Bragantino. André, 21 anos, é filho de André Luiz Oliveira, o André Negão. Ex-diretor administrativo do clube, foi um dos pilares para a ascensão de Andrés Sanchez à presidência. Justiça seja feita, André Vinícius viveu bons momentos nos juniores e foi até capitão, além de atuar por seleções de base, mas sofreu com lesões. Vale ainda citar Bruno Octávio, que até foi campeão brasileiro, mas tinha sobrenome forte no Parque São Jorge e hoje desapareceu.  

É verdade que há filhos que foram bons e até superaram os pais. Como se esquecer de Domingos da Guia e Ademir, por exemplo? De modo geral, porém, o senso de justiça na base de clubes brasileiros continua a cheirar mal por casos como os de Fran, Rodrigo Dinamite e Romarinho. Eles deixam os clubes em que seus pais têm algum poder para tentar a sorte em equipes bem menores. Pode até demorar, mas o futebol fecha as portas que um dia já estiveram abertas. 

Dassler Marques Dassler Marques

Dassler Marques

Dassler Marques está no Terra desde 2009. Já passou por Trivela, Máquina do Esporte e Folha de S. Paulo, além de contribuir com Bandsports e Placar. Aqui fala mais sobre o mundo do futebol de base.



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