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Ronaldinho na Libertadores há 15 anos: estreia e brilho no Grêmio; recorde | Prata da Casa
Ronaldinho na Libertadores há 15 anos: estreia e brilho no Grêmio; recorde | Prata da Casa

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Ronaldinho na Libertadores há 15 anos: estreia e brilho no Grêmio; recorde

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POR DASSLER MARQUES

Uma década e meia mudou a vida de Ronaldinho e deu a ele muitas conquistas, em especial no futebol. O que ele ainda não tem, e começa a buscar com o Atlético-MG na quarta-feira, contra o São Paulo, é uma Copa Libertadores. Ainda assim, a competição registra uma marca importante em sua carreira: pouca gente deve se lembrar, mas Ronaldinho estreou como jogador profissional justamente em uma partida de Libertadores. Tinha 17 anos e, não sabia, mas muito pela frente.

Em 4 de março de 1998, na estreia do Grêmio na competição, Sebastião Lazaroni promoveu a estreia de Ronaldinho e já como titular contra o Vasco, que mais tarde se sagraria campeão. E ele deu assistência. No Olímpico, aos 17min do segundo tempo,  cobrou escanteio preciso na cabeça de Guilherme, que marcou o único gol do jogo. Ronaldinho seguiria titular por todo o torneio, mas os vascaínos se vingariam no mata-mata e avançariam até o título. 

“Lembro que ele já vinha da base muito comentado, como um futuro craque, badalado mesmo. E nos treinamentos ele demonstrou que era diferente e é diferente”, conta Guilherme, de grande passagem pelo Atlético-MG e também por Vasco, São Paulo e outros – hoje é treinador do Marília-SP. “Jogador bom não tem idade. Tem que jogar. Ele bateu o escanteio muito bem, entrei e fiz o gol. Ele sempre teve a batida muito boa na bola”, confirma ao Terra. (Para lembrar do gol e do jogo, clique aqui)

A estreia com ótima atuação de Ronaldinho só confirmava aquilo que ele já havia atestado em suas duas temporadas anteriores pelas categorias de base. Nos juvenis gremistas, foi bicampeão da Copa Santiago Sub-17 e, em 1996, também havia sido Campeão Gaúcho Sub-17 – no ano seguinte, ficou com o vice, perdeu para o Internacional. Pela Seleção Brasileira, no melhor ano de sua carreira na base, 97, conquistou o Sul-Americano Sub-17 e o Mundial Sub-17.  

Ao partir para a Copa São Paulo de 98, recebeu um aviso de Lazaroni: “depois da Copa você sobe para a Serra com a gente”, disse sobre a pré-temporada. Eram tempos de muita rivalidade entre a dupla Gre-Nal já, claro, nas categorias de base. O Grêmio foi eliminado na primeira fase da Copinha, e o Internacional caminhou até o título com o treinador Guto Ferreira, hoje na Ponte Preta. Tinha o zagueiro Lúcio (esse mesmo) e o volante Claiton no time, mas os maiores craques eram o centroavante Manoel e principalmente o atacante Fábio Pinto – este, um legítimo “foguete molhado”, pois jamais explodiu. Quem será que ganhou mais?

Na sequência, Ronaldinho estreou nos profissionais já como titular e, mesmo em meio a equipes apenas medianas do Grêmio, conseguiu um Campeonato Gaúcho em 1999, seu mais mágico dia com a camisa gremista que ele desprezou por duas ocasiões. Em 2001, ao acionar o clube na Justiça e assinar, após alguns meses, a custo zero com o Paris Saint-Germain. Depois de uma década, esteve perto de voltar, mas preferiu jogar pelo Flamengo. 

Para esta Libertadores, a terceira de sua carreira, Ronaldinho é referência para os mais jovens do Atlético-MG. Em especial Bernard, a revelação do último Campeonato Brasileiro e que faz sua estreia na Libertadores. Uma situação que o pentacampeão mundial já provou e superou. 

Ficha técnica 

GRÊMIO 1 x 0 VASCO

GRÊMIO: Danrlei; Itaqui (Marco Antônio), Rivarola, Jorginho e Roger; Fabinho (Otacílio), Luiz Carlos Goiano, Aílton e Beto; Guilherme e Ronaldinho (Maurílio). Treinador: Sebastião Lazaroni

VASCO: Carlos Germano; Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luizinho, Nasa, Ramon (Mauricinho) e Pedrinho; Donizete (Richardson) e Luizão. Treinador: Antônio Lopes.

Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)

Público e renda: 50.032 pagantes / Renda: R$ 424.597,00. 

Local:  Estádio Olímpico, em Porto Alegre

Dassler Marques Dassler Marques

Dassler Marques

Dassler Marques está no Terra desde 2009. Já passou por Trivela, Máquina do Esporte e Folha de S. Paulo, além de contribuir com Bandsports e Placar. Aqui fala mais sobre o mundo do futebol de base.



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