Futebol

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02 de fevereiro de 2012 • 09h38 • atualizado às 10h06

"Massacre, tragédia e barbárie"; veja Egito na imprensa mundial

Sangue é visto nesta quinta em cadeira do estádio de Port Said, onde pelo menos 74 pessoas morreram após jogo no Egito
Foto: Reuters

Alguns dos maiores jornais esportivos do mundo abriram espaço para tratar sobre violência nesta quinta-feira. Palavras fortes como "massacre", "tragédia", "barbárie" e "horror" estamparam capas de muitos diários acompanhadas por fotos da batalha campal entre torcedores do Al-Masry e do Al-Ahly. A partida realizada no Estádio Port Said nesta quarta-feira foi vencida pelo time da casa, o Al-Masry, por 3 a 1.

"Barbárie no Egito", estampou o diário esportivo espanhol Marca, enquanto que o concorrente da cidade de Madri, o As, preferiu um título mais contido: "ao menos 75 mortos em uma partida de futebol no Egito". Ambos colocaram uma imagem pequena do estádio na parte inferior de sua capa.

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Partida de futebol no Egito acaba em tragédia; veja

Em Barcelona, os concorrentes El Mundo Deportivo e Sport utilizaram a mesma palavra para resumir o ocorrido: "tragédia no Egito". O primeiro ainda incluiu a definição "batalha campal". Os dois usaram fotos maiores do que aconteceu após o jogo em Port Said.

Na Itália, o jornal La Gazzetta dello Sport, com sede em Roma, dedicou a sua segunda maior chamada de capa ao fato, com os dizeres: "um massacre no Egito". Já o Corriere dello Sport, de Roma, publicou uma imagem pequena dos torcedores na parte inferior de sua página principal, cravando: "tragédia no Egito. 73 mortos no estádio". De Turim, o Tuttosport não utilizou fotos para tocar no assunto e citou o "horror no estádio".

Na França, o diário L'Équipe dedicou uma chamada pequena à tragédia, lembrando que houve "ao menos 73 mortos em um estádio de futebol egípcio". Na Grã-Bretanha, a emissora estatal BBC estampa em seu site que "o Egito chora conflito no futebol", apontando que a junta militar egípcia decretou três dias de luto depois da barbárie. O número exato de pessoas que morreram ainda é incerto - na noite de quarta, o governo local informou que as vítimas eram no mínimo 74.

No jornal esportivo argentino Olé, de Buenos Aires, a segunda principal manchete foi destinada ao tema. "Armadilha mortal" e "terrível tragédia no Egito" foram as frases usadas pelo veículo.

Nos Estados Unidos, as versões digitais do New York Times e do USA Today, dois dos principais diários generalistas do país, dão destaque à batalha campal em suas capas.

Também na internet, a revista americana Sports Illustrated publica que um "jogo de futebol egípcio se tornou violento" e "pelo menos 1.000 pessoas ficaram feridas". Os números oficiais do governo do Egito indicavam ao menos 248 feridos nos distúrbios ocorridos na região nordeste do país.

Terra