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Ronaldo apoia criação de liga e pede renúncia de Del Nero na CBF

3 jun 2015
13h11
atualizado às 13h20
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Descontente com a administração de Marco Polo Del Nero, Ronaldo pediu a renúncia do atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na manhã desta quarta-feira, durante evento de um de seus patrocinadores em São Paulo, ele ainda disse apoiar a criação de uma liga independente de clubes.

Após a prisão na Suíça de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, por envolvimento em esquema de corrupção no futebol, Marco Polo Del Nero voltou às pressas para o Brasil. O atual mandatário da entidade nacional jura inocência, mas está sob suspeita.

"Adoraria que ele renunciasse, porque não tem dado um grande exemplo e é evidente a relação que tem com o ex-presidente José Maria Marin. Portanto, seria um bom momento para renunciar. Mas é necessário esperar as investigações para não fazer pré-julgamentos antes que as conclusões sejam publicadas", afirmou.

Durante os últimos anos, Ronaldo conviveu com a cúpula da CBF, já que em 2011 foi convidado para integrar o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo 2014 por Ricardo Teixeira, antecessor de Marin no comando da entidade que rege o futebol nacional.

Embora tenha falado em esperar o fim dos trabalhos da Justiça para opinar, Ronaldo disse ter certeza que em algum momento a investigação atingirá a cúpula da CBF. Insatisfeito com a entidade, ele manifestou apoio à criação de uma liga de clubes independente.

"Eu sou a favor. Tenho conversando com muita gente, pessoas de dentro e de fora do futebol, criadores de ligas na Europa. Estou fazendo alguns planejamentos e formando a minha opinião. A CBF vive um momento de nenhuma credibilidade. De qualquer forma, é importante acompanhar o desenrolar de toda a história", declarou.

Sócio de uma equipe de futebol nos Estados Unidos, Ronaldo descartou a possibilidade de assumir algum cargo diretivo no Brasil. O ex-centroavante, favorável à saída de Marco Polo Del Nero, incitou os admiradores do esporte a se manifestarem por mudanças.

"Tanto no futebol como na política, a pressão popular é o que as pessoas que estão no poder mais temem. É o momento de cobrar transparência e honestidade para que os dirigentes tratem o esporte da maneira correta. O futebol deveria ser só entretenimento e os corruptos devem ser punidos exemplarmente", declarou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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