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Segundo grupo assume autoria de atentado à seleção do Togo

12 jan 2010
09h56
atualizado às 10h15

Um segundo grupo separatista, a Frente de Liberação do Enclave de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC), assumiu nesta terça-feira a autoria do atentado á seleção de Togo ocorrido na última sexta-feira na Angola.

O ataque, que matou três pessoas, já havia sido assumido por Rodrigues Mingas, chefe das Forças de Libertação do Estado de Cabinda Posição Militar (FLEC-PM). Por conta do atentado, a seleção de Togo abandonou a Copa Africana de Nações.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira em Luanda, o Flec-FAC afirma que o atentado era dirigido contra as forças angolanas que escoltavam o comboio da seleção de futebol do Togo, e "lamenta" as vítimas causadas no grupo togolês.

Por esse motivo, a nota, assinada pelo tenente-general Estanislau Miguel Boma, chefe de Estado-Maior das Flec-FAC, afirma que não acontecerão novos ataques em Cabinda até o fim da Copa Africana de Nações, que começou no domingo e terminará em 31 de janeiro, em Angola.

Boma acrescenta que a trégua é destinada a "garantir melhor a segurança dos civis indefesos" durante a disputa da Copa Africana de Nações, uma de cujas sedes fica na cidade de Cabinda.

O atentado foi assumido antes, em Paris, por Rodrigues Mingas, chefe das Forças de Libertação do Estado de Cabinda-Posição Militar (Flec-PM), o que foi desmentido pelo Flec-FAC, que o acusou de "oportunismo para buscar protagonismo".

O ônibus que transportava a delegação do Togo que devia participar da Copa Africana de Nações, escoltado pela Polícia angolana, foi metralhado pouco após entrar em Cabinda, vindo do Congo.

No ataque, morreram o treinador assistente da seleção do Togo, Abalo Amelete, e o chefe de imprensa, Stan Ocloo, o que levou ao governo togolês a retirar sua equipe da competição continental.

Atentado em Angola matou três pessoas
Atentado em Angola matou três pessoas
Foto: Reuters
EFE   
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